page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Batalha pelo nome do Pavilhão Rosa Mota "vai durar vários anos"

Campeã olímpica diz sentir-se enganada. Alega que o seu nome foi subalternizado para ser dado destaque a uma marca de bebidas alcoólicas.

28 de outubro de 2019 às 19:14

O ex-treinador e companheiro de Rosa Mota disse esta segunda-feira estar a preparar-se para "uma batalha que vai durante vários anos" pela defesa do nome do Pavilhão Rosa Mota, esta segunda-feira inaugurado, no Porto, sob a designação de Super Bock Arena.

"O desabafo que faço é que estou a preparar-me para uma batalha que vai durar vários anos", afirmou em declarações à Lusa, José Pedroso, que se escusou a tecer qualquer outra declaração.

Segundo a TSF, numa carta dirigida à Câmara do Porto, Rosa Mota diz sentir-se enganada e alega que o seu nome foi subalternizado para ser dado destaque a uma marca de bebidas alcoólicas.

O local, agora intitulado "Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota", foi inaugurado hoje sem a presença da atleta e dos vereadores do PS, PSD e CDU que não se conformam com a "menorização" do nome da campeã olímpica.

Na cerimónia de inauguração do espaço, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, passou praticamente ao lado da polémica sobre a nova denominação do pavilhão Rosa Mota, tendo, na única vez que falou sobre o tema, recuperado apenas a relação histórica da cidade com o vinho.

"Não me venham com complexos por haver um nome associado a bebidas alcoólicas [na nova denominação do pavilhão que passou a chamar-se Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota]", argumentou o autarca, enfatizando o facto de antes de haver um Porto conhecido pelo desporto e pela cultura, "já o era devido ao Vinho do Porto".

E acrescentou: "hoje não é dia de queixas, mas de estarmos muito satisfeitos".

Antes, na reunião do executivo desta manhã, Moreira afirmava que considerava que o "incómodo" existente com a nova denominação é com o logótipo, sublinhando que autarquia não tem meios, nem recursos para se opor.

Na altura, o presidente referiu que a atleta manteve reuniões com a Super Bock, as quais a autarquia foi alheia, uma vez que o contrato que existe é com o concessionário.

O independente sublinhou ainda que a proposta do nome fazia parte do caderno de encargos, pelo que era legítimo ao concessionário propor a sua alteração, e lembrou que a primeira designação proposta foi recusada porque fazia desaparecer o nome "Pavilhão Rosa Mota".

Também o Bloco de Esquerda disse estar contra a alteração do nome do Pavilhão Rosa Mota, tendo desafiado a Câmara do Porto a promover uma discussão alargada para o regresso daquele equipamento à esfera pública e municipal.

Em comunicado, a Comissão Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda - Porto, quer "reverter de imediato esta apropriação indevida, impedindo a alteração do nome daquele que é e será, para o Porto, o Pavilhão Rosa Mota" ao mesmo tempo que pretende uma "discussão alargada na cidade que permita a renegociação do contrato e seu regresso à esfera pública e municipal".

Lembrando ter estado "contra a entrega do Palácio de Cristal a entidades privadas pela mão de Rui Rio, em 2009, a par do movimento que na altura se gerou no Porto" e que em 2014 "denunciaram na Assembleia Municipal o modelo de reabilitação deste equipamento municipal essencial à cidade, votando contra a proposta de entrega a privados apresentada por Rui Moreira", o BE aponta para as contas do município para justificar a sua posição.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Vidas

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8