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Correio da Manhã

Cultura
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BONO É A 'VOX' MAIS INFLUENTE

O líder do grupo irlândes U2, o cantor Bono, foi eleito a ‘Vox’ mais influente do universo musical numa sondagem realizada pela revista inglesa “Q”. Para além dos feitos musicais, a eleição levou sobretudo em conta a consciência social e política manifestada pelo cantor.
4 de Outubro de 2002 às 20:38
O mérito de Bono Vox foi distinguido numa listagem elaborada, pela primeira vez, com os votos das figuras mais proeminentes da indústria discográfica, que reconheceram o incansável espírito humanitário do líder dos U2 na defesa, ao mais alto nível, das mais variadas causas.

De facto, ao longo dos últimos anos, Bono tem usado a sua influência ao serviço da controversa questão do perdão da dívida externa dos países do terceiro Mundo... e não só. O cantor tem defendido ainda o alargamento da União Europeia, através de reuniões com os principais líderes políticos mundiais. A título ilustrativo do empenho de Bono Vox nestas causas, recorde-se que ainda recentemente o cantor encontrou-se com o presidenter francês Jacques Chirac e visitou a África do Sul, acompanhan- do pelo secretário do Tesouro norte-americano, Paul O’Neil.

À frente dos Patrões

Nesta votação, Bono Vox conseguiu “passar a perna” aos patrões da indústria musical, caso de Doug Morris, o “testa-de-ferro” da maior companhia discográfica do Mundo, a Universal Music, que ficou em segundo lugar na lista.

Ainda assim, nas dez primeiras posições classificaram-se alguns dos responsáveis pelas principais empresas de entretenimento do Mundo, como é o caso de L. Lowry Mays, fundador do “gigante” Clear Channel (4.º), Lyor Cohen, presidente da editora Island Def Jam (7.º), Clive Calder, “patrão” da companhia Zomba Music (8.º), e Simon Fuler, a quem se deve a criação das Spice Girls (10.º).

Quanto a músicos, destaque para o terceiro lugar atribuído ao rapper Eminem - pelo carácter crítico e desafiador das letras das suas canções -, e Kurt Cobain. O ex-vocalista dos Nirvana ficou classificado em quinto lugar, sendo apontado como o responsável por devolver ao rock os lugares cimeiros nas tabelas de vendas.

Ainda nos primeiros lugares desta votação figuram o líder dos Radiohead, o cantor Thom Yorke (6.º), Paul McCartney e Yoko Ono (9.º ex-aequo).

Os cantores Moby, Kylie Minogue e Madonna também mereceram destaque, mas figuram na casa dos 30 primeiros classificados.

O “rei” Elvis Presley, cujo último disco de êxitos domina as tabelas de vendas de 17 países, ficou em 44.º lugar.
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