Cidade encerrou no final de dezembro do ano passado o projeto da Capital Portuguesa da Cultura, passando o testemunho a Ponta Delgada.
Braga vai dar continuidade a vários projetos que nasceram da Capital Portuguesa da Cultura, em 2025, mantendo a aposta no setor como elemento fundamental da vida na cidade, disse à Lusa o administrador executivo da empresa municipal Faz Cultura.
De acordo com Nuno Gouveia, administrador executivo da Faz Cultura, Braga considerou que o projeto da Capital Portuguesa da Cultura "não foi um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida para algo mais".
Nesse contexto, esta quinta-feira, às 18h00, vai ser apresentado um livro intitulado "B25", no Theatro Circo, que reúne "fotografias de algumas das mais de 1.300 atividades [... do] programa, bem como 25 testemunhos de participantes na construção da Braga 25 --- artistas, agentes culturais, associações, cidadãos bracarenses de diferentes áreas de intervenção".
Nuno Gouveia explicou que o município, a par da Faz Cultura, decidiu que o "legado continuasse no tempo", optando pela continuidade de alguns projetos.
Assim, o projeto de incentivo à criação e difusão das artes performativas Supracasa vai abrir uma nova convocatória em setembro, depois de edições em 2024 e 2025.
Também com continuidade prevista está o Clube Raiz, de apoio à música popular portuguesa, integrado igualmente na programação do Theatro Circo e que vai contar com um concerto em outubro com Vitorino e Janita Salomé, com o pianista João Paulo Esteves da Silva e o grupo de Cantadores do Redondo.
Nuno Gouveia realçou ainda o caso do Festival Extremo, que acontece na fronteira entre Braga e Guimarães, em 18 de julho, com a presença de artistas como Alessandro Cortini e Valentina Magaletti, entre outros.
Dentro desta dinâmica insere-se ainda o Festival Square, que vai ter Braga por epicentro e expandir-se por Guimarães, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão, em janeiro de 2027.
"É um festival dedicado à música emergente dos países que banham o Atlântico, portanto do continente europeu, africano, América do Sul e América do Norte", sublinhou Nuno Gouveia, que indicou que ainda esta semana seria lançada uma 'open call'.
O Square tem uma vertente profissional, sendo um festival "que serve para capacitar os profissionais, os agentes da região e do país, e por outro lado é também importante esta colaboração municipal com os concelhos vizinhos".
O administrador executivo da Faz Cultura destacou igualmente a continuidade do festival de arquitetura e arte Forma da Vizinhança, que será concretizado no próximo ano, com o "trabalho de auscultação e mediação das comunidades" a arrancar em 2026.
Nuno Gouveia salientou a importância do legado do projeto da Capital Portuguesa da Cultura para o futuro de Braga, em particular em termos daquilo que pode representar ao nível da qualidade de vida.
"Nós hoje sabemos que a nossa qualidade de vida está muito relacionada com a oferta cultural dos espaços onde vivemos", afirmou o administrador da empresa, lembrando que a aposta na cultura conta com apoio entre as principais forças partidárias.
Braga encerrou no final de dezembro do ano passado o projeto da Capital Portuguesa da Cultura, passando o testemunho a Ponta Delgada, que ocupa o lugar este ano, antes de Évora ser Capital Europeia da Cultura em 2027.
De acordo com dados da organização, o projeto em Braga contou com 253 espetáculos e 95 exposições, de 1.200 artistas, metade dos quais locais, que receberam perto de 1,5 milhões de espectadores.
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