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Câmara de Amares atribui "medalha de ouro" a António Variações

António Variações nasceu em Fiscal, Amares, em 03 de dezembro de 1944 e morreu em Lisboa em 13 de Junho de 1984.
Lusa 12 de Agosto de 2019 às 15:46
António Variações morreu aos 39 anos, a 13 de junho de 1984
António Variações morreu aos 39 anos, a 13 de junho de 1984 FOTO: Direitos Reservados
A Câmara de Amares, no distrito de Braga, decidiu hoje atribuir, a título póstumo, a medalha municipal de mérito, grau ouro, a António Variações, um cantor natural da freguesia de Fiscal, naquele concelho.

A proposta, assinada pelo vereador da Cultura e aprovada por unanimidade, refere que António Variações "orgulha e envaidece" o concelho, "projecta" o município e "gratifica" as suas gentes.

António Variações nasceu em Fiscal, Amares, em 03 de dezembro de 1944 e morreu em Lisboa em 13 de Junho de 1984.

A medalha municipal de mérito é, assim, atribuída no ano em que António Variações faria 75 anos.

"De grande tenacidade e vontade determinada, destacou-se em vida pela sua criatividade e pelo seu pensamento livre. Depois da sua morte, transformou-se num símbolo de liberdade, de criatividade e de determinação", refere ainda a proposta.

Sublinha que Variações continua, nos dias de hoje, a ser "um nome acarinhado e recordado com saudade" no panorama musical nacional.

"As letras de algumas das suas canções levam-nos a um imaginário afetuoso e vivo, de uma poética em que nos revemos", lê-se ainda na proposta.

Na reunião de hoje, a Câmara de Amares decidiu também atribuir a medalha municipal de mérito, grau prata, a Agostinho Domingos, também natural do concelho, que se distinguiu enquanto professor e responsável pela promoção da figura do poeta Sá de Miranda.

"Este ano de 2019, o município de Amares lançou pela primeira vez o prémio literário Francisco de Sá de Miranda e a entrega deste primeiro prémio, no próximo dia 26 de outubro, será também uma boa data para homenagearmos este amarense ilustre", refere a proposta.

Agostinho Domingos foi ainda vereador na Câmara de Amares e deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República.

"Foi um humanista de grande verticalidade e de uma imensurável cultura cívica. A sua dimensão cívica e humanística fizeram-no ser merecedor do respeito de toda a comunidade de Amares", acrescenta a proposta, igualmente aprovada por unanimidade.
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