As autoridades da localidade romena de Brasov decidiram comprar o castelo de Bran, um dos monumentos mais conhecidos e visitados do país pela associação feita ao Conde Drácula, a personagem criada pelo escritor Bram Stoker. Para tal, vão entregar 60 milhões de euros a Dominic de Habsburgo e às irmãs, herdeiros da princesa Ileana, última proprietária do imóvel antes de este ser nacionalizado pelo governo comunista em 1948.
O castelo, onde agora funciona um museu de arte medieval, administrado pelo Ministério romeno da Cultura, voltou, entretanto, à posse dos herdeiros de Ileana de Habsburgo, que o colocaram à venda há sete meses.
O direito de pré-opção de compra pertence precisamente ao Ministério da Cultura, mas o titular da pasta, Adrian Iorgulescu, já veio a público classificar o preço pedido de “exorbitante”. A quantia não terá constituído obstáculo para a municipalidade de Brasov que, segundo as televisões Realitatea e Antena 3, vai pedir a um banco austríaco um crédito em ‘leasing’ para dez anos.
VLAD TEPES
Construído no coração da Transilvânia pelos Cavaleiros da Ordem Teutónica, no início do século XIII, o castelo de Bran destinava-se à defesa da rota comercial que ligava aquela região à Valáquia. Para além da arquitectura única e de rara beleza, Bran começou a ser falado no século XV, quando o Conde Vlad Tepes o utilizou para fins militares e onde terá levado a cabo as muitas torturas que lhe são atribuídas.
Com efeito, a crueldade com que tratava os súbditos transformou-o num mito e levou-o a ser alcunhado de O Empalador. Já o cognome Drácula, esse, terá ficado a partir do momento em que passou dois dias escondido numa das masmorras do castelo para fugir aos invasores Otomanos.
TESOURO NACIONAL
No final do século XV, entrou na posse dos saxões de Brasov, que, em 1918, o ofereceram à rainha da Roménia, Marie de Saxo-Coburgo Gotha, casada com Anton de Habsburgo, que o converteu na residência de Verão da família e o deixou à filha, Ileana. Os filhos desta – Dominic de Habsburgo, um arquitecto que vive em Nova Iorque, e as irmãs – são os herdeiros legais.
Tesouro nacional decorado com mobiliário e artefactos locais que a rainha foi coleccionando, Bran foi nacionalizado pelos comunistas em 1948 e votado ao abandono durante quase 40 anos. Restaurado nos anos 80, viu-se transformado, em 1989, em atracção turística, hoje a “maior do país”, segundo o seu administrador, Iulian Ferastoaru.
Quem o visita não esquece a paisagem de cortar a respiração que se avista das torres mais altas, nomeadamente sobre os montes Cárpatos, que dominam a zona. E nem o frio, as correntes de ar nas gélidas escadarias e o isolamento afastam os turistas, que têm à sua disposição um pequeno mercado onde é possível encontrar todo o tipo de ‘souvenirs’. De Drácula, nem um rasto de sangue...
A CRIAÇÃO DO ESCRITOR BRAM STOKER
‘Drácula’ é personagem fictícia, criada pelo romancista irlandês Bram Stoker (1847-1912), no livro escrito em 1897. Stoker inspirou-se no Conde Vlad Tepes, que nasceu em 1431 e governou o território correspondente à actual Roménia. Conhecido pela perversidade com que tratava os súbditos, foi alcunhado de O Empalador e de O Vampiro de Fato. Romance epistolar (por ser narrado numa série de entradas de diário e cartas), foi diversas vezes adaptado ao cinema, sendo de destacar as realizações de F.W. Murnau ‘Nosferatu’ (1922), com Max Schreck no papel do Conde; ‘Dracula’ (1931), protagonizado por Bela Lugosi; e ‘Dracula de Bram Stoker’ (1992), de Francis Ford Coppola, com Gary Oldman a liderar o elenco.
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