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Cenas de sexo nos ecrãs ganham regras contra assédio

Sindicato que representa os atores de cinema e televisão lançou diretrizes para cenas “sexualmente sensíveis”

31 de janeiro de 2020 às 08:58

Numa tentativa de evitar situações de assédio sexual e outras condutas impróprias nos locais de filmagens, o sindicato norte-americano de atores - Screen Actors Guild (SAG) - criou um manual para regular a gravação de cenas de sexo e nudez.

Em comunicado, o SAG fez saber que este conjunto de normas funciona como um guia para os coordenadores de intimidade e pode ser considerado um "marco histórico" que ajudará a garantir que os seus membros "conseguem trabalhar com criatividade ao mesmo tempo que mantêm a dignidade pessoal e profissional".

Os coordenadores de intimidade, que o sindicato descreve como sendo "profissionais que guiam os atores e produtores nestas cenas sensíveis", são cada vez mais requisitados pelo mercado televisivo e cinematográfico da era #MeToo. Eles são responsáveis por supervisionar os ensaios e o local em que as cenas íntimas são gravadas, e certificar-se de que o resultado final está em sintonia com o que foi acordado com os artistas.

Segundo o manual ‘Standards and Protocols for the Use of Intimacy Coordinators’ serão necessárias várias reuniões entre atores, realizadores , produtores e argumentistas para esclarecer o grau de nudez exigido e outras especificidades da cena, assim como o recurso a proteções (genitais ou outras) ou duplos, de forma a facilitar o desempenho dos atores sem interferir com o produto final. Tudo terá de ser aprovado por todas as partes.

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