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Centro Interpretativo do 25 de Abril ficará num edifício municipal no Campo das Cebolas

A informação foi confirmada à Lusa pelo presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, depois de ter sido inicialmente avançada pelo Expresso.

17 de outubro de 2026 às 00:11

O Centro Interpretativo do 25 de Abril será criado num edifício que pertence à Câmara Municipal de Lisboa junto ao Campo das Cebolas, disse esta sexta-feira o coronel Vasco Lourenço, solução encontrada após um impasse com o executivo.

A informação foi confirmada à Lusa pelo presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, depois de ter sido inicialmente avançada pelo semanário Expresso.

Numa comunicação interna aos membros da associação, Vasco Lourenço adianta que "a solução encontrada para implementação do Centro Interpretativo do 25 de Abril é um prédio pertença da CML [Câmara Municipal de Lisboa], junto ao Campo das Cebolas (Rua Instituto Virgílio Machado, 10, Lisboa)".

O edifício, acrescenta o responsável, carece de uma "profunda intervenção".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, "assumiu compromisso de o Governo suportar todas as despesas necessárias, seja na renovação do edifício seja na implementação do Centro Interpretativo", lê-se na mensagem.

Da parte do Presidente da República, António José Seguro, o coronel salienta "a confirmação do seu total empenhamento na criação de um Centro Interpretativo digno e capaz".

O responsável acrescenta que estão previstas "conversações entre o Governo, a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação 25 de Abril" sobre o tema.

A questão sobre a localização do centro interpretativo dedicado à Revolução dos Cravos gerou um impasse entre o fim do ano passado e o início deste, depois de a Associação 25 de Abril ter acusado o Governo PSD/CDS-PP de faltar ao compromisso de criar um centro interpretativo no local inicialmente previsto, assumido pelo anterior executivo PS, liderado por António Costa.

Vasco Lourenço acusou o executivo de ter decidido "de forma unilateral e arbitrária, não cumprir o compromisso oficialmente assumido" de instalar o Centro Interpretativo do 25 de Abril nas atuais instalações do Ministério da Administração Interna (MAI), na Praça do Comércio, em Lisboa.

Em setembro do ano passado, o então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse compreender a preocupação da Associação 25 de Abril, mas garantiu que o Governo não tinha desistido de construir esse espaço.

No início deste ano, em abril, depois de o impasse sobre o espaço ter surgido novamente na comunicação social, o Governo disse que mantinha a abertura para encontrar soluções para a instalação do centro, depois de considerar inviável instalá-lo nas instalações do MAI.

O executivo adiantou que "no diálogo com as entidades envolvidas foram sugeridas alternativas de localização, designadamente o aproveitamento alargado de outro dos espaços mais simbólicos neste domínio, localizado na Pontinha", concelho de Odivelas, onde se encontra o edifício do posto de comando do Movimento das Forças Armadas, responsável pela condução das operações militares contra a ditadura

Na altura, a Associação 25 de Abril criticou esta localização e disse esperar que o entretanto eleito Presidente da República, António José Seguro, conseguisse resolver o impasse. Esta terça-feira, a Comissão Nacional da Estrutura de Missão para Comemorações do 50.º Aniversário da Revolução de 25 de Abril reuniu-se no Palácio de Belém, com a presença do primeiro-ministro.

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