Ele é o exemplo do cantor latino “selvagem” (pele escura, barba por fazer e ar de devorador compulsivo) por oposição ao cantor latino plastificado (ler Enrique Iglesias). Chama-se Chayanne e é daqueles artistas que põe qualquer mulher a dançar, “a menina, a mãe e a avó”, segundo diz.
Com 15 anos de carreira a solo, o cantor acaba de lançar um disco retrospectivo da carreira que reúne, entre outros, temas como “Dejaria Todo”, “Candela”, “Porvócame”, “Fiesta En América”, “Baila Baila” e mais três originais, “Torero”, “Y Tú Te Vas”, e “Quisiera Ser”, canções que fizeram dele um dos artistas mais desejados do planeta, algo que, no entanto, diz não compreender. “O meu público é maioritariamente feminino mas não me considero um ‘sex symbol’. O que posso dizer é que tenho muita alegria para dar e sei que consigo contangiar as pessoas”.
Pegajosa
Mais um “todo poderoso” no universo da música latina, Chayanne é o próprio a considerar que existe algo de especial naquilo que faz, juntamente com artistas como Enrique Iglesias, Shakira, Jennifer Lopez e Christina Aguilera.
“Acho a música latina pegajosa, pelo seu ritmo, pelo colorido e pela forma de estar dos seus artistas. Claro que o ‘marketing’ é bem feito, mas quando um produto não tem qualidade também ninguém lhe pega. No meu caso, trabalhei como uma formiga toda a minha vida e por isso a minha carreira foi construída a pulso, com muito cuidado”, explicou.
Sobre esta onda da música latina que de repente cobriu o mundo, Chayanne não hesita em considerar Gloria Estefan uma das suas grandes impulsionadoras. “Ela terá sido a pioneira. Mas claro que o Santana, nos anos 70, também abriu as portas a muita coisa”, lembra.
Menino prodígio
Nascido em Porto Rico, Elmer Figueroa Alce cedo se ligou ao mundo do espectáculo. O seu nome até foi retirado de um programa de televisão: “A minha mãe morava em Nova Iorque e gostava muito de uma série em que o personagem principal se chamava Chayanne. Por isso quando nasci ela registou-me também com esse nome”.
Tendo começado a cantar com apenas cinco anos numa igreja, juntamente com os irmãos, Chayanne gravou o seu primeiro disco com dez anos (então com uma banda) e fez o seu primeiro filme com 12. “Aos 14 iniciei-me a solo e sempre soube que isto era o que queria ser”, recorda.
Com nove álbuns editados até ao momento, o cantor prepara já para Novembro um novo trabalho de originais. Regressado de uma série de 26 espectáculos em Espanha, continua, no entanto, sem qualquer data marcada para Portugal. “De cá só conheço ainda o Bairro Alto”, remata.
Casado e com dois filhos
Adorado por muitas, Chayanne é considerado um dos homens mais bonitos e sedutores da América Latina. E ao contrário da maioria dos artistas, que nestas coisas da música geralmente escondem as suas relações amorosas para não decepcionar as fãs, Chayanne faz questão de lembrar a sua família. “Adoro a minha mulher e os meus filhos. Tenho um de cinco e outro de dois anos e eles são a base do meu sucesso. Toda a minha família me apoia e sem eles sei que nunca teria chegado aqui”, frisa.
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