Iniciativa arranca com sete dias de sete longas-metragens portuguesas em antestreia entre os dias 12 e 18.
O complexo de cinemas NOS Amoreiras, em Lisboa, vai passar a ter uma sala para exibição regular de cinema português, a partir do dia 12, entre estreias e reposições, revelou esta quinta-feira a exibidora.
A decisão "enquadra-se numa estratégia de programação que visa assegurar diversidade de conteúdos e dar destaque à produção nacional, promovendo o acesso do público a obras portuguesas", disse à Lusa fonte oficial da NOS Lusomundo Cinemas.
A iniciativa arranca com um ciclo especial de sete dias com sete longas-metragens portuguesas em antestreia -- entre os dias 12 e 18 -, com a presença de realizadores e elenco, que representam "diferentes abordagens, géneros e vozes do cinema português contemporâneo".
A iniciativa arranca com um ciclo especial de sete dias com sete longas-metragens portuguesas em antestreia – entre os dias 12 e 18 -, com a presença de realizadores e elenco, que representam “diferentes abordagens, géneros e vozes do cinema português contemporâneo”.
Para essa semana, os filmes escolhidos são “Projeto Global”, de Ivo M. Ferreira, “O Barqueiro”, de Simão Cayatte, “Entroncamento”, de Pedro Cabeleira, “Pai Nosso – Os últimos dias de Salazar”, de José Filipe Costa, “Maria Vitória”, de Mário Patrocínio, “Match”, de Duarte Neves, e “Terra Vil”, de Luís Campos.
A NOS Lusomundo Cinemas, líder do mercado nacional de exibição, tinha anunciado em 2024 que três das suas 213 salas estariam mais focadas em cinema português: no Alma Shopping (Coimbra), no Alameda Shop & Spot (Porto), e no Alvaláxia (Lisboa), que, entretanto, fechou portas em janeiro passado.
“Caso se verifique que há procura e recetividade por parte do público, a expansão a outros complexos poderá ser equacionada, mas, para já, não está previsto”, referiu a exibidora, sem adiantar dados estatísticos sobre a exibição de cinema português naquelas três salas.
Após aquele ciclo inaugural de sete filmes, a sala do Amoreiras "passa a contar com programação regular de cinema português — normalmente quatro ou cinco [sessões] por título, consoante a duração — garantindo continuidade em exibição para além das datas de estreia".
Em 2024, quando aquelas três salas passaram a exibir filmes portugueses, o diretor-geral da NOS Lusomundo Cinemas, Nuno Aguiar, dizia à Lusa que isso retiraria a pressão comercial que existe noutras salas para o cinema português, pela quantidade de filmes que se estreiam em sala.
No entanto, rejeitou que esta iniciativa se pudesse transformar num gueto.
“Obviamente que isto não é limitador. Se houver cinema português que justifique ter muito mais salas, todos os filmes que o justificarem - aliás a maior parte dos filmes, pelo menos aqueles que tenham mais impacto nos espectadores - vão estrear-se em muito mais salas do que nestas três”, disse.
De acordo com o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), em 2025 a exibição de cinema em sala contou com 10,8 milhões de espectadores, traduzindo-se em 70,5 milhões de euros de receita de bilheteira.
O cinema de produção portuguesa foi visto por 229.455 espectadores, o que representou uma quota de 2,1% do total de entradas. Em termos de receita de bilheteira, foram contabilizados 1,2 milhões de euros, o que significa uma quota de 1,7% das receitas arrecadadas.
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