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Clooney enche ecrã

A competição aquece no 64.º Festival de Cinema de Veneza com o melhor filme apresentado até agora, ‘MichaelClayton’, que aponta o dedo à corrupção na advocacia. Num registo bem diferente, Scarlett Johansson empurra carrinhos de bebés, em ‘The Nanny Diaries’...

01 de setembro de 2007 às 00:00

George Clooney parece continuar o rumo messiânico de revitalizar um moribundo cinema que não é feito para gerar milhões, mas para nos abrir os olhos. E de que maneira. ‘Michael Clayton’ é, para já, o melhor filme mostrado na competição.

Cabe-lhe, desta vez, a personagem de vilão, Michael Clayton, uma espécie de tarefeiro – um ‘fixer’ – que limpa a sujidade de uma poderosa e tentacular sociedade de advogados nova-iorquina. Um filme denso e complexo, a reeditar o melhor cinema de denúncia dos anos 70, que conta ainda com as contribuições espantosas de Tilda Swinton e Sydney Pollack.

Nas sessões de imprensa Clooney foi recebido com aplausos e já não falta quem lhe aponte uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor. A ver vamos…

JOHANSSON ‘BABY SITTER’

Ao contrário do esperado, Scarlett Johansson não apareceu em Veneza para promover ‘The Nanny Diaries’, projectado fora de competição, possivelmente o filme mais adequado para arrefecer um pouco a imagem de estrela. No filme, Johansson faz o que pode no papel da antropóloga/ ‘baby sitter’, uma espécie de Mary Poppins que cuida do menino rabino da endinheirada mamã (Laura Linney glacialmente perfeita) a viver na zona mais chique de Nova Iorque, Uma película curiosa mas pueril.

"O BENFICA É SEMPRE COMPLICADO"

O jovem actor James McAvoy, que se tornou conhecido pelo papel de médico em ‘O Último Rei da Escócia’ – que deu o Óscar de Melhor Actor a Forest Whitaker no papel do ditador Idi Amin – está em Veneza a promover ‘Atonement’, que em Portugal receberá o título de ‘Expiação’.

Sabendo da paixão que o actor tem pelo futebol, o CM não resistiu a perguntar-lhe a filiação clubística.

McAvoy confessou-se adepto ferrenho do Celtic (claro!) e aceitou comentar a posição do seu clube na Liga dos Campeões. “Vai ser dificílimo”, adiantou. “É um grupo fortíssimo.”

E quando soube da nossa nacionalidade e consequente proximidade com o Benfica, reconheceu: “É sempre complicado jogar com o Benfica, mas vamos ver.” Pela nossa parte é esperar que se cumpram os receios deste escocês simpático e que seja o clube português a passar à próxima fase.

“É uma das coisas que mais falta me faz é poder vibrar no estádio pelo meu clube”, acrescentou, com um suspiro, James McAvoy.

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