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Correio da Manhã

Cultura
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Cody ChesnuTT: "Disco é um grande passo no meu crescimento"

Músico americano atua neste sábado à noite, às 22h00, no Ritz Club de Lisboa. O nome forte da soul regressa a Portugal para um novo concerto que antevê em entrevista ao Correio da Manhã.

15 de Março de 2013 às 15:42
Cantor Cody ChesnuTT volta a Lisboa depois de atuar no Vodafone Mexefest
Cantor Cody ChesnuTT volta a Lisboa depois de atuar no Vodafone Mexefest FOTO: d.r.

Esta é a segunda vez que atua em Portugal em poucos meses, mas é a primeira vez a solo. O que podem esperar os fãs?
Não acredito que será muito diferente em termos de espetáculo. É certo que vai haver mais tempo, mas tudo partirá da ligação que vou criar com o público. Não tenho uma grande produção comigo e quero, acima de tudo, dar espaço à minha música.

‘Landing on a Hundred’ é apenas o seu segundo álbum em dez anos. Porquê tanto tempo para voltar aos discos?
Não tive material suficiente e que fosse digno para um disco. Fez sentido lançar um álbum agora porque houve um crescimento em mim enquanto artista. Houve novas experiências e este disco representa isso mesmo, um grande passo no meu crescimento artístico e pessoal. A minha vida mudou e houve tempo para melhorar muitas coisas.

Pode-se dizer, então, que este regresso é como um novo começo…
Totalmente. Este disco é completamente distinto do primeiro, o ‘The Headphone Masterpiece’.

Como define o seu estilo de encarar a soul?
As músicas deste novo disco são aquilo que me define. Há uma grande consistência na minha música. Estou focado e sei o que quero. E quero misturar todas essas influências em palco.

As letras são muito pessoais. Não há receio de se expor demasiado?
Não, de todo. No final do dia, uma das coisas de que mais gosto é fazer análises às minhas experiências e traduzi-las em música. São elas que mostram aquilo que sou, o que faço ou o que me comove.

Que músicos mais o influenciam?
É impossível ignorar os artistas que nos rodeiam e as várias experiências que vamos assimilando ao ouvi-los. Desde pequeno que ouço música e ela faz parte da minha educação. Apesar de ouvir muitos nomes clássicos, quis que a minha soul tivesse uma tonalidade mais contemporânea.

Arranca agora com esta digressão. É fácil encontrar um equilíbrio com a vida pessoal?
Tenho estado a trabalhar nisso e, por estes dias, antes de ir para a estrada, tenho estado muito com a minha família. Já em digressão falamos muito, todos os dias. Ainda bem que há o Skype…

Os fãs terão de esperar mais dez anos por um terceiro álbum?
Não, não será preciso tanto. Já estou a trabalhar em músicas novas.

A indústria da música está muito colada à internet. Que lhe parece essa aproximação?
É um bocado agridoce. Ou seja, há um lado positivo e negativo nisso. Por um lado, é muito importante teres a tua música disponível para o Mundo. É maravilhoso ter uma ideia e partilhá-la coletivamente no instante seguinte… Porém, isso também afeta o negócio e faz com que as editoras não apostem tanto nos artistas – principalmente nos novos nomes!

Estava a contar com tão bom acolhimento do disco ‘Landing on a Hundred’?
Não sabia o que esperar. Faço o melhor que sei e posso. Espero que as minhas canções toquem no espírito das pessoas. Confio nas minhas canções e acho que esta atenção é um reflexo de que estou na direção certa.

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