É, com toda a certeza, um dos filmes mais vistos – e mais amados – na história do Cinema. O que nem toda a gente sabe é que “Música no Coração” se inspirou num caso verídico.
O Capitão Georg von Trapp (no filme, magnificamente interpretado por Christopher Plummer) e os seus sete filhos existiram mesmo, assim como a impetuosa Maria, a freira que começou como preceptora na mansão von Trapp e acabou como esposa e mãe de família.
Quarenta anos depois dos acontecimentos revividos primeiro num musical da Broadway e depois no filme de Robert Wise, os von Trapp estão de volta. Os bisnetos de Georg von Trapp preparam-se para conquistar os ouvidos – e os corações – do Mundo com um CD que integra inclusivamente duas canções de “Música no Coração”: “Edelweiss” e “Lonely Goatherd”. E já estão a trabalhar no segundo álbum...
UM POUCO DE HISTÓRIA
Após fugirem da Áustria atravessando os Alpes (a última cena do filme), os von Trapp instalaram-se nos Estados Unidos onde fizeram fama e fortuna cantando pelos quatro cantos do país. Durante 27 anos, Liesl, Louisa, Marta, Friedrich, Brigitta, Gretl e Kurt (nomes fictícios), não fizeram outra coisa e amealharam o suficiente para ter uma “velhice tranquila”.
Entretanto, a paixão pela música saltou uma geração inteira de von Trapp, e foi só por acaso que os netos de Kurt (que na verdade se chama Werner) gravaram o primeiro disco: em 2002, Werner teve uma trombose e não podia visitá-los em Montana, onde vivem. Então, porque não gravar um CD com as músicas preferidas do avô e enviar-lho?
O álbum gravado por Sofia (14 anos), Melanie (12), Amanda (11) e Justin (8) acabou por suscitar o interesse do público em geral, e quando os meninos foram convidados a aparecer na televisão, o entusiasmo generalizou-se surgindo imediatamente convites para a gravação de um novo CD e de um álbum especial de Natal.
UMA FAMÍLIA FELIZ
Os pais, claro, estão felicíssimos. “Os miúdos sempre cantaram”, diz a mãe babada, Annie von Trapp. “Costumavam cantar na Igreja e quando viam desenhos animados na televisão. Foi o seu único treino.”
Embora nenhuma das crianças queira ser cantor profissional – Sofia gosta de genética, Melanie quer ser escritora, Amanda mulher-polícia e Justin está indeciso entre ser piloto ou marinheiro – a verdade é que, para já, há que aproveitar a maré. E a família exulta com este reviver do passado. É que dos von Trapp retratados no filme ainda estão vivas, para além de Werner, as irmãs Agathe (a Liesl do filme) e Maria (Gretl).
A preceptora encarnada por Julie Andrews faleceu em 1987, com 82 anos.
TVI RECUPERA HISTÓRIA
A TVI prepara-se para estrear em breve “Ana e os Sete” uma produção inspirada no clássico “Música no Coração” embora com significativas alterações, sendo a mais evidente a que se refere ao passado da protagonista.
Enquanto a doce e paciente Maria (Julie Andrews) era uma candidata a freira, na série que a estação de Moniz vai apresentar a ama, Ana, personagem interpretada por Alexandra Lencastre, é uma ex-”stripper” que decide mudar de vida e vai tomar conta de crianças.
Virgílio Castelo, um viúvo rico e charmoso, pai de uma vasta prole, composta por sete irrequietas crianças, dá-lhe emprego.
A partir daí, a história volta a ser mais ou menos conhecida. Ana vai seduzir o viúvo que não consegue resistir aos seus encantos e, sobretudo, à forma maternal como ela trata os filhos que a vão ver como uma segunda mãe.
Claro que nos primeiros episódios os pestinhas vão infernizar a vida da ama que por pouco não desiste da nova ocupação. Só mesmo no fim é que a vida de Ana se transforma num mar de rosas com o tão esperado “vivem felizes para sempre”.
Esta produção volta, assim, a juntar Alexandra Lencastre e Virgílio Castelo, um casal que está divorciado há anos.
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