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CONHECER ÁRVORE GENEALÓGICA PODE CUSTAR UMA FORTUNA

Conhecer a árvore genealógica pode até nem ser uma tarefa árdua mas que é onerosoa, lá isso é...

25 de junho de 2002 às 23:12

De facto, quem quiser reconstituir a história da sua família, saiba que tem de pagar aos serviços de Registo e Notariado qualquer coisa como sete euros por hora, verba que já desencorajou algumas investigações, embora o assunto registe um interesse crescente.

Na sequência desta exigência de pagamento para consulta da documentação, uma instituição que luta com falta de verbas, o Museu de José Luciano de Castro, em Anadia, viu-se mesmo obrigada a suspender um estudo genealógico sobre personalidades ilustres do concelho, nomeadamente o próprio fundador do museu, antigo conselheiro e primeiro ministro na época do rei D. Carlos.

Justificando esta decisão, o director do Museu, Carlos Alegre, afirmou que “as consultas genealógicas demoram muito tempo e, desse modo, o custo seria incomportável”, justificou o também procurador geral adjunto do concelho de Anadia.

A ideia era publicar posteriormente os estudos na revista cultural de que Carlos Alegre é também director, a “Aqua Nativa - origem etimológica de Anadia”.

Entre os ilustres “suspensos” da investigação conta-se, por exemplo, Manuel Rodrigues Lapa, filólogo especialista em literatura medieval.

Contactado o director-geral do Registo e do Notariado, Carlos Vidigal, defendeu-se, alegando que também as visitas aos museus são pagas, apesar de reconhecer que o custo não só é bastante inferior como sem limite de horário.

“A gestão e conservação de um museu tem custos muito mais baratos do que uma conservatória”, disse, argumentando que, para fins de investigação científica o custo diminui e os mesmo sete euros são válidos para duas horas de consulta.

Quanto ao caso concreto do Museu José Luciano de Castro, o director geral do Registo e Notariado admitiu que uma declaração da conservadora a atestar a importância da investigação pretendida, bem como do espólio museológico, “poderia facilitar o processo” no que diz respeito aos pagamentos exigidos.

Claro que para os casos privados - de pessoas que queiram conhecer os seus antepassados por interesse pessoal - não deverá haver redução de custos.

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