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Controvérsias da Era Moderna

Tom Zé brincou com as palavras, protestou e comoveu o público presente no Palácio de Cristal, anteontem à noite, no Porto.

27 de junho de 2005 às 00:00

Mais do que uma luta contra a segregação da mulher, o concerto do brasileiro, considerado um dos melhores músicos da década de 90 pela revista ‘Rolling Stone’, foi o desenrolar de uma panóplia de controvérsias da Era Moderna: a globalização, a guerra e a cultura de massas.

Tom Zé apresentou no Porto o seu último álbum, ‘Estudando o Pagode’, e transformou os temas com pequenos laivos teatrais, dando vida a cada palavra e exemplificando a problemática da “garota que não tem direitos em muitos países”.

Isto embora o músico, como confessou ao CM, não esperar mudar mentalidades com o seu constante apelo em prol dos direitos das mulheres. “O objectivo é chegar ao público jovem, tocá-lo e levantar o assunto” disse-nos. “Não pretendo mudar nada, apenas apelar”, disse.

O compositor brasileiro que afirmou em palco que a mulher está mais “agressiva”, atribuiu a culpa ao homem, “por não ter entendido o grande prejuízo que caiu sobre ele depois de tantos anos a maltratar as garotas”... “A mulher ficou de pé atrás”, explicou.

Quanto ao concerto de sábado, Tom Zé sentiu que tinha cantado “uma sátira” com todo o humor que lhe é característico. “Levo as problemáticas muito a sério mas a coisa tem de ter humor, senão iria parecer uma palavra de ordem”, concluiu.

Tom Zé toca hoje na Aula Magna, em Lisboa, seguindo depois para Loulé e Guarda.

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