Mesmo sem a anunciada presença dos autores Andrew Lloyd-Webber e Tim Rice, que, segundo a organização, poderão vir ao Porto dentro em breve, e apesar de incluir alguns conceitos mais arrojados para a doutrina católica, a primeira apresentação do musical ‘Jesus Cristo Superstar’, de Filipe La Féria, foi bem acolhida anteontem à noite, no Teatro Municipal Rivoli, no Porto.
Exclusiva para convidados, a antestreia foi marcada por uma manifestação contra o processo de concessão do teatro a La Féria e juntou muitas celebridades – de Cinha Jardim e Lili Caneças a Valentim Loureiro e Narciso Miranda, havia um pouco de tudo. À entrada do teatro dominavam o smoking e o vestido comprido, com a notável excepção de Rui Rio e colaboradores na Câmara do Porto, que vestiam apenas o mais casual fato escuro e gravata.
Gonçalo Salgueiro é o protagonista à frente de um elenco maioritariamente de artistas do Norte do País. Pedro Bargado faz de Judas e Maria Madalena é interpretada por Sara Lima e por Laura Rodrigues.
A imprensa só teve acesso ao espectáculo ontem à noite, mas Narciso Miranda, por exemplo, achou-o “fabuloso, com grande qualidade, aconselho a ir ver”. Cinha Jardim vai ainda mais longe: “Não fica atrás dos musicais de Nova Iorque e de Paris, se é que não os supera. La Féria está melhor do que nunca”, disse. Manuel Teixeira, adjunto de Rui Rio, também é de opinião que o espectáculo “enche o olho e os ouvidos”.
“Este é um Jesus Cristo pós-11 de Setembro, no meio de guerras de religião”, explicou La Féria, contente com o espectáculo que produziu e confiante de que vai ter os três meses de casa cheia para pagar os 2,5 milhões de euros investidos.
De matriz protestante, esta versão do original de 1970 mantém os factos bíblicos, mas com alguma ousadia como, por exemplo, na cena em que Jesus Cristo está no Monte das Oliveiras: antes de se entregar, tem aquilo que um dos convidados classificou como “demasiada hesitação” para quem é Filho de Deus. De resto, o protagonismo da peça é partilhado com Judas, personagem com muito tempo em cena e que cria uma tensão constante com Jesus Cristo.
O musical estará em cena de terça sexta-feira, às 21h30, aos sábados às 17h00 e às 21h30 e aos domingos às 17h00, com bilhetes a preços entre os 15 e os 35 euros, mas com menos lugares disponíveis, já que o palco foi aumentado para a representação.
Adaptado e encenado por La Féria e António Leal, o espectáculo tem direcção de vozes de António Leal, direcção musical de Telmo Lopes, som de Felício Fialho e coreografia de Inna Lisnyak.
MANIFESTANTES VAIAM RUI RIO
Algumas centenas de pessoas manifestaram-se à porta do Rivoli contra o processo de concessão do espaço a Filipe La Féria. “É uma vergonha que este teatro, que é do povo, sirva para se virem exibir umas pessoas muito importantes”, disse, indignado, o ‘bloquista’ Teixeira Lopes, um dos manifestantes que empunhavam cartazes com um ‘R’. José Luís Ferreira, outro dos manifestantes, indignava-se “porque o Porto, numa Europa competitiva, não pode perder um teatro como este”.
A manifestação foi quase silenciosa, a não ser quando passaram La Féria ou Rui Rio. “É mais uma manifestação”, foi a resposta do presidente da Câmara do Porto. Recorde-se que está marcado para o final do mês o julgamento de uma queixa contra a Câmara Municipal, nomeadamente por despedimento dos trabalhadores. Mas a autarquia parece estar tranquila, porque o processo, que inicialmente era de concessão por dois anos, acabou por se tornar numa entrega do teatro ‘à peça’ ao encenador, com acordos para cada produção.
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