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Desejo, sexo e deceção em palco

Peça do século XIX serviu ao encenador Daniel Gorjão para construir um espetáculo sobre os nossos dias.

01 de maio de 2017 às 01:30

Um homem e uma mulher têm um flirt, dormem juntos numa noite de copos e nunca nada voltará a ser como dantes. No palco do Teatro Estúdio Mário Viegas, em Lisboa, Teresa Tavares é essa mulher e João Villas-Boas o homem. Os intérpretes de ‘Júlia’ dizem que "é o desejo que faz mover estas personagens".

"A ideia fundamental do espetáculo do Daniel Gorjão [o encenador] é explorar as trocas de poder que existem dentro de uma relação e que mudam de um momento para o outro: às vezes é a mulher que se sobrepõe, noutras o homem", diz o ator João Villas-Boas. Ao que Teresa Tavares acrescenta: "Estas pessoas são como dois animais a lutar frente ao público. Querem dominar o jogo da sedução, ter poder sobre o outro."

Inspirado na peça ‘Menina Júlia’, que August Strindberg escreveu em 1888, Daniel Gorjão diz que manteve as palavras da obra original, cortando aqui e ali até que o texto se adequasse à "visão contemporânea" que tem dele. "O que pretendo, com este espetáculo, é salientar isto: o desejo promove a ação, mas o mesmo desejo que pode ser uma força alavancadora na tua vida pode, da mesma forma, tornar-se um fardo demasiado pesado", conta. "É isso que tanto a Júlia como o João vão descobrir ao fim desta noite."

‘Júlia’ está em cena no Mário Viegas até domingo e os bilhetes custam entre 5 e 12 euros. Em setembro, apresenta-se no Centro Cultural de Ílhavo.

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