David Friend e Simon Morley, actores, iniciam no dia 8, no Teatro Tivoli, em Lisboa, e até dia 11 a apresentação de ‘Puppetry of the Penis’, um espectáculo para fazer rir e corar, sobretudo as senhoras. Os actores falaram ao CM dos seus pénis, dos seus testículos e do que é possível fazer com eles. E entretanto já aprenderam uma frase em português: “Pénis grande e cabeludo”. Uma entrevista com bolinha.
Correio da Manhã - Quando é que descobriram as potencialidades dos vosso pénis?
David Friend - Brincar com o pénis é uma coisa que os homens começam a fazer quando são bebés. Eu comecei a fazer isto no banho. Depois, na faculdade, passei a fazê-lo para os amigos. Na Austrália existe uma grande abertura no que toca ao nudismo e ao corpo. Decidimos montar um espectáculo em 98 porque as pessoas solicitavam-nos para festas. Mas isto não tem nada de especial. Qualquer um é capaz de o fazer.
- Mesmo quem tenha um pénis pequeno? Fazer a Torre Eifell, por exemplo, requer alguns atributos...
D.F. - É mais importante a elasticidade. É ela que permite criar.
- Quais são as figuras que gostam mais de fazer?
D.F. - Gostamos especialmente de fazer o ‘hamburguer’ e todas as que provoquem perplexidade.
- D.F. - Se doer nunca fazemos.
- As possibilidades de figuras são ilimitadas?
D.F. - Não, afinal de contas só existe um pénis, dois testículos e um escroto.
- Que cuidados têm com aqueles que são os vossos instrumentos de trabalho?
D.F. - Fazemos muitos exames médicos.
- E fazer sexo é importante para manter a forma?
- Simon Morley - Fazer sexo é importante para qualquer homem [risos].
D.F. - Claro! é importante ouvirmos outra pessoa dizer-nos que "a coisa" funciona.
- Como é que as vossas namoradas lidam com isto?
D.F. - A minha namorada é a nossa empresária. Adora o meu pénis e faz questão que eu o mostre.
- Não vos incomoda que as pessoas vos conheçam melhor pelo vosso pénis do que pela vossa cara?
D.F. - Os pénis são todos iguais. Duvido que se as pessoas virem apenas o meu consigam identificá-lo.
- Já tiveram problemas com as autoridades?
S.M. - Não. Geralmente vão aos espectáculos para confirmar que não se trata de pornografia e até acabam por se divertir.
- Já aconteceu excitarem-se num espectáculo?
D.F. - Não há a mínima possibilidade disso acontecer porque se trata de um espectáculo não sexual. Isto é quase como se estivéssemos na escola e a professora nos chamasse ao quadro [risos].
- E se alguma vez acontecer, vão aproveitar essa excitação para fazer um número novo?
D.F. - (risos) Não. Não acredito que isso aconteça. Aqui há tempos chegámos a um espectáculo e tínhamos a fila da frente cheia de “strippers” nuas e em poses eróticas, só para nos provocar. E nada.
- Isso é que é profissionalismo!
S.M. - Pois! Às vezes temos que pensar na nossa avó.
- Há truques em que vocês solicitam a presença do público e geralmente são mulheres. Como é que elas reagem?
D.F. - Todos reagem de maneira diferente e varia muito consoante os países. As mulheres geralmente riem muito.
- Acham que depois de um espectáculo elas vão querer experimentar em casa o que viram?
D.F. - Tenho a certeza disso.
- Quais são os comentários que mais ouvem sobre vós?
S.M. - Muitos críticos dizem que isto é “um nojo”. Devem esquecer-se que isto não é suposto ser o “Rei Leão”.
- Afinal o que é “isto” que fazem: arte, erotismo, comédia?
D.F. - É o oposto do erotismo. O que fazemos é para ter graça embora não sejamos comediantes. O que é divertido é o nosso pénis e não nós.
- Neste momento têm vários grupos a fazer isto. Como é que realizam os “castings”?
D.F. - Geralmente mandamos entrar os candidatos, pedimos-lhes para tirar as calças e ensinamos-lhes os truques. É um dia muito estranho porque às vezes temos de lhes dizer: “Não dá para esticar mais isso?”.
- O que espera do público português?
D. F.- Não sei. Só deixo a ideia de que quanto mais gente fôr mais divertido será!
Naturais da Austrália, David Friend e Simon Morley montaram o espectáculo “Puppetry of the Show” em 1998, tendo imediatamente recebido os adjectivos “hilariantes” e “ridículos”. De um pequeno número realizado em bares e “pubs” com uma reduzida audiência, o espectáculo depressa se transformou num sucesso mundial em países como Inglaterra, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha e, especialmente, Estados Unidos onde actuaram durante oito meses. Foi no Festival de Edimburgo de 2000 que o duo conseguiu os primeiros aplausos do público e o passaporte para a fama. Hoje, “Puppetry of the Penis” conta com fãs em todo o Mundo como Elton John, Naomi Campbell, Joan Rivers, Lulu, Victoria e David Beckham. É apresentado como um espectáculo para adultos, de carácter não sexual mas que apresenta nudez total masculina. David e Simon consideram-no inocente e avisam que até os bebés brincam com os seus respectivos órgãos genitais. Contudo, o melhor é não tentar em casa.
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