A tragédia da madrugada de 31 de Agosto de 1997, no túnel de Alma-Ata, em Paris, fechou o mistério para todo o sempre. Com Diana e Dodi al-Fayed desaparecidos, todas as especulações são permitidas desde um próximo casamento a uma suspeita gravidez.
A realidade, mesmo com a oferta de anel na noite, permanece um mistério até porque segundo íntimos mais respeitadores da memória da princesa, como Lucia Flecha de Lima, mulher de um embaixador do Brasil com larga permanência em Londres, o homem que mais próximo esteve de fazer Diana casar segunda vez foi o médico Hasnat Khan, de quem ela acabou por se afastar por sentir que não podia escolher um marido com religião diferente da sua.
Cinco anos depois da mortes de Diana e Dodi, o pai Mohammed al-Fayed continua empenhado em demonstrar que a princesa foi vítima da família real e que o seu filho era combatido pelos próximos da apaixonada por uma questão de racismo. Para justificar as suas ideias o magnate egípcio que ainda não conseguiu obter a cidadania britânica, mesmo sendo proprietário de clubes de futebol - toma actualmente conta do Fulham -, está disposto a pagar 20 milhões de dólares (quatro milhões de contos). O problema, porém, não é pagar, mas ter razão para o fazer.
Dodi al-Fayed, filho mais velho de um megamilionário que, na altura, incluía na fortuna os armazéns Harrods, em Londres e o hotel Ritz, em Paris, levava uma vida de "playboy" até subitamente no Verão de 97 se descobrir com Diana nos braços. Nos Estados Unidos, tinha sido casado durante oito meses com uma top-model californiana, Suzanne Gregard, e contava uma extensa lista de namoradas onde se incluiam Britt Ekland, actriz sueca conhecida pela fogosidade sexual, Tina Sinatra, filha de "A Voz", Koo Stark, companhia do príncipe André com carreira no cinema pornográfico, mais Brooke Shields, alegadamente "ingénua e virgem", entre outras jovens em promoção na 7.ª Arte, como Charlotte Lewis, Winona Ryder, Mimi Rogers e até Julia Roberts.
As revistas da altura apresentavam o magnate de 41 anos abraçado a todo o género de vedetas do espectáculo e da noite, passando o iate da família, o "Jonikal" por ser um local de alta rotatividade, dificilmente se entende como é que Diana poderia lá ir parar. Tudo se tornou, porém, fácil depois da princesa e os filhos William e Harry terem aceite aproveitar a magnífica residência de Castel Sainte-Thérese, em Saint-Tropez, disponibilizada pelo pai Al-Fayed.
A 13 de Julho de 1997, Mohammed ofereceu uma festa a bordo do "Jonikal" e Diana foi convidada. Nas fotografias, o anfitrião mostrava-se supersimpático e até apareceu paternalmente abraçado à princesa. Dodi só apareceu no dia seguinte. Pelo meio diz-se que houve um pé de dança na discoteca “la Plage”, de Saint--Tropez. Diana pediu champanhe Cristal Roederer, Dodi vodka Wiborova e os principezinhos beberam sumo de laranja. Conta-se também que, alturas tantas, Diana avançou de pés descalços para a pista de dança. Outra vez o sindroma Travolta, o mesmo que fez o príncipe Carlos entrar em fúria, durante uma recepção diplomática na Casa Branca, em Washington.
A partir dessa noite, passou a haver romance Dodi-Diana. E tudo se desenvolveu muito depressa. Menos de um mês depois, a 9 de Agosto, o diário britânico "Mirror" apresentava o primeiro grande exclusivo sobre o par: Os dois beijavam-se num barco de apoio a motor. A fotografia rendeu 200 mil contos ao autor e ficou como o “scop” mais caro da história do jornalismo. O resto é uma vertigem de paixão marcada pela eternidade e a tragédia.
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