Os testemunhos sobre o comportamento nos dois últimos anos do actor Heath Ledger, que anteontem foi encontrado morto na cama do seu apartamento no Soho, Nova Iorque, apontam para um quadro de toxicodependência.
Ontem a polícia “recuperou uma nota de vinte dólares com resíduos de narcóticos” na residência onde a tragédia teve lugar, avançou a WCBS TV, segundo a qual foram encontrados pelas autoridades “vários pacotes de fármacos contendo uma substância desconhecida”. Além disso, fontes policiais referiram também a existência de frascos de Valium e Zoloft, assim como dos comprimidos para dormir Ambien.
Segundo o jornal britânico ‘Daily Mail’, que cita uma fonte não identificada, o co-protagonista do filme--escândalo ‘O Segredo de Brokeback Mountain’ “fez uma temporada de reabilitação no ano passado, no âmbito de uma desintoxicação de heroína”.
Vários órgãos de informação referiram a suspeita de se estar perante um caso de overdose acidental. Nas primeiras horas após a tragédia a polícia encarou ainda a hipótese de suicídio. Contudo, os pais do actor rejeitaram imediatamente tal cenário.
Seja morte acidental ou premeditada, certo é que o actor, de 28 anos, não estava bem. Segundo o ‘Mail Online’, depois de se ter separado de Michelle Williams, em Setembro passado, Heath Ledger “mal dormia e enfrentou alterações terríveis de humor.” O actor “adorava a filha Matilda”, de dois anos, cuja ausência, após a separação, o “lançou numa profunda e negra depressão”, A mesma fonte afirma que Williams “se preocupava com o ex-namorado, mas a vida que este levava era insuportável”.
Na tentativa de desintoxicação que Ledger fez durante as filmagens de ‘The Dark Knight’, com estreia prevista para 18 de Julho, “a sua dependência estava a interferir na capacidade para actuar”, diz outra fonte. O actor “sujeitou-se ao tratamento, mas abandonou-o em poucos dias”.
Na sequência da autópsia realizada ontem, a autoridade médica anunciou que será necessário efectuar análises adicionais ao sangue e a tecidos do malogrado actor, perante o resultado inconclusivo a que se chegou.
Deixou a escola aos 16 anos para abraçar a representação. Em 1996 começou a trabalhar na série televisiva ‘Sweat’, em Perth, Austrália, cidade onde nasceu. As portas de Hollywood abriram-se para ele em 2000 com ‘Patriota’. A partir de então entrou em 11 películas, entre elas a ainda não exibida ‘The Dark Knight’, onde faz de ‘Joker’. Estava a filmar ‘The Imaginarium of Doctor Parnassus’.
VAQUEIRO GAY ESCANDALIZOU
De Heath Ledger o espectador português ainda não viu os dois últimos filmes, mas recorda-se do burburinho que rodeou a sua actuação em ‘O Segredo de Brokeback Mountain’, onde representou a personagem de um vaqueiro gay que escandalizou os meios conservadores norte-americanos. O papel valeu-lhe o prémio de Melhor Actor de 2005 dos Círculos de Críticos de Cinema de Nova Iorque e de S. Francisco. A sua fama, no entanto, vem de há mais tempo. Desde 1992 que o seu nome integra genéricos de grandes filmes. As letras tornaram-se maiores especialmente a partir de ‘Patriota’ (2000), onde contracenou com Mel Gibson, e ‘Depois do Ódio’, em que fez par com Halle Berry, no ano seguinte. Por estrear em Portugal estão ‘I’m not There’ e ‘The Dark Knight’.
Jacob Grimm e o seu irmão Wilhelm andam de aldeia em aldeia, fingindo proteger os seus habitantes de terríveis maldições. A acção de ‘Os Irmãos Grimm’, filme cujo DVD é oferecido aos leitores do ‘CM’ na compra da edição de 1 de Fevereiro, decorre em 1811. O malogrado Heath Ledger é co-protagonista desta aventura realizada por Terry Gilliam.
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