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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Empresas e artistas de circo desesperam por ajuda

APEAC espera desde o início do ano por reunião com os ministérios da Cultura e das Finanças.

20 de fevereiro de 2025 às 01:30

O futuro do circo é, cada vez mais, uma incógnita e a situação está a preocupar, e muito, todos aqueles que trabalham no setor, as cerca de 300 pessoas (de 20 circos) que ainda se dedicam em Portugal a esta arte e que se debatem no dia a dia com dificuldades “burocráticas, falta de apoios e de vontade política”. Há meses que a Associação Portuguesa de Empresas e Artistas de Circo (APEAC) pede para ser ou- vida pelos ministérios da Cultura e das Finanças. Em vão, avança a organização ao CM.

Isto numa altura em que Rui Leitão, coordenador científico do Centro de Investigação sobre as Artes do Circo, alertou que o património circense está em risco de “desaparecer” por falta de “um espaço digno para armazenamento e conservação de documentos históricos”, ou seja, um núcleo museológico. “O museu é importante. Eu tenho, por exemplo, fatos do meu avô com 150 anos. Há muito para preservar. Mas o chamado circo itinerante tradicional precisa e merece apoio direto do Governo para poder continuar a trabalhar”, afirma Carlos Carvalho, presidente da APEAC. “Só temos o contrário: burocracia complexa e taxas altíssimas. Quando se chega a uma cidade é preciso licença para o recinto, de ocupação do espaço público, de publicidade e de ruído. Só a de ruído custa 250 euros/dia. Os nossos carros pagam o dobro do IUC de qualquer veículo de uma transportadora. Mais de 500 euros por ano, apesar de passarem a maior parte do tempo parados. E um circo médio tem pelo menos 20 carros”, explica. O responsável aponta ainda o dedo aos concursos da DGArtes, que são só para o novo circo. “Só apoiam associações não lucrativas e os circos tradicionais são empresas.” Por tudo isto, Carlos Carvalho ‘arrumou’ o seu circo (a Circolândia), há quatro anos, na pandemia, e não voltou à estrada: “Trabalhei 45 anos, com descontos na Segurança Social, mas cansei-me de trabalhar para pagar só despesas.”

ARTE CLASSIFICAÇÃO É URGENTE

Rui Leitão diz ser preciso um “trabalho extrema- mente emergente” para salvar o património que resta das grandes famílias de circo - Chen, Cardinali ou Mariani. Museu pode demorar 10 anos a ver a luz do dia. APEAC considera “demasiado tempo”.

ENTIDADES “NÃO HÁ ESFORÇO”

Teresa Ricou, fundadora da escola de circo Chapi- tô, iniciativa privada em Lisboa, lamenta que não se veja “esforço ou interesse das entidades que têm responsabilidade cultural” em preservar “histórias milenares” ou “acompanhar estes artistas”.

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