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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Especulação encerra mais uma loja histórica em Lisboa

Denúncia unilateral do contrato pelo senhorio obriga alfarrabista a procurar novo espaço.

19 de março de 2018 às 01:30

A livraria Trindade é a ‘vítima’ mais recente da especulação imobiliária a que Lisboa tem assistido nos últimos anos. Situada na rua do Alecrim, bem no centro da capital, a loja histórica viu o contrato de arrendamento denunciado unilateralmente pelo senhorio. Aberta há quase 40 anos, o espaço terá de ficar vago até ao último dia de setembro.

"O que me aconteceu é o que está a suceder a dezenas de negócio instalados nesta área devido ao turismo", afirmou ao CM António Trindade. "Estamos a viver a segunda fase do que se viveu em 2013, quando as rendas foram revistas ao abrigo do novo regime", explica o proprietário da livraria Trindade. "Julgo que se contam pelos dedos das mãos as lojas que vão ver os seus contratos de arrendamento renovados".

Nem o programa camarário Lojas com História permitiu ‘salvar’ um negócio que está nas mãos da família há três gerações, desde que foi fundado em Alcobaça no final dos anos 30.

Chegou a haver uma reunião na Câmara de Lisboa, mas, como afirmou António Trindade, não havia tempo para travar o processo. "Já tinha recebido a carta do senhorio a denunciar o contrato".

O fecho da livraria Trindade segue-se ao fim, efetivo ou anunciado, de lojas como a Aillaud & Lellos, a Pó dos Livros ou a Ulmeiro. Todavia, António Trindade não atira a toalha ao chão. "Já entreguei a carta ao senhorio para sair antes de setembro, porque tenho a hipótese de arrendar um espaço na mesma zona".

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