João Pedro Wanzeller é o autor de ‘O Diabo Também Veste Zara’ (ed. Guerra & Paz), uma paródia ao livro e filme homónimo ‘O Diabo Veste Prada’, escrito a pedido de amigos, conhecidos e simpatizantes que queriam conhecer o segredo do seu estilo, segundo o próprio, "um clássico camaleónico".
E o diabo pode vestir Prada e Zara mas o João Pedro veste qualquer coisa, ou melhor, "qualquer coisa elegante". Responsável de marketing, comunicação e imagem de uma companhia aérea, nasceu há 38 anos numa família elegante mas cresceu com a deselegância saudável de qualquer adolescente que se preze e, aos 15 anos, o visual era preto integral e cabelo em pé.
"Primeiro passei-me, depois, passou-me... Eu queria ser punk, moderno, sei lá e durante três meses consegui. Durou o tempo da paciência da minha mãe. Cortadas as boleias da família (porque se queria sair de casa naquela figura que o fizesse sozinho) passou-me a modernidade e a cor que passei a odiar. Só muito mais tarde fiz as pazes com o preto. Juntei-lhe um cinto Gucci e, pronto, estava feita a diferença. A verdade é esta: podem olhar primeiro para outro, mais alto ou mais bonito, mas é para mim que voltam a olhar a segunda e a terceira vez. Pela diferença", sustenta.
É precisamente sobre a matéria de que é feita uma boa primeira impressão que trata o livro.
"É uma coisa que repito várias vezes ao longo do livro: ser elegante é uma forma velada de dar nas vistas. Como dizia Coco Chanel, numa pessoa bem vestida toda a gente repara na pessoa, numa mal vestida todos reparam na indumentária. É isso a elegância, esse todo em detrimento das partes. A imagem é metade da batalha ganha para o final da guerra.Aoutra metade é o nosso interior porque a elegância não é tanto de fora para dentro como de dentro para fora", diz.
Mas desengane-se quem pense que acessório e essencial são antónimos, afinal, tudo está no pormenor...
"Para mim o luxo está no pormenor, naqueles pequenos nadas que fazem a diferença. Eu, por exemplo, gosto de bons cintos e bons sapatos mas sem grandes símbolos visíveis e nem por isso dispenso a melhor loja do mercado na relação qualidade/preço", revela sem avançar marcas mas a moral da história faz isso por ele: básicos Zara e acessórios Prada!
E se não faltam no livro conselhos e sugestões, dicas e instruções é porque, lá dizia a mãe, "posso ensinar-te tudo menos a experiência": "Nem tudo se ensina mas tudo se aprende. A intuição é uma longa aprendizagem, nomeadamente, do estilo de cada um. Prefiro falar de estilos do que de moda porque a moda reinventa o estilo. Saber olhar para nós, para o que nos valoriza ou desvaloriza e, a partir daí, definir ou identificar o estilo de cada um é disso que trata o livro", conta.
O melhor conselho de imagem recebido por este gestor da imagem dos outros é... "Da mãe, uma queridamasmuitocrítica,para quemnãoexistemproblemas, sósoluçõesequenuncame poupou: ‘João Pedro, mais é de mais!’, dizia".
PESSOAL
OBJECTO DE CULTO
"Entre botões de punho que adoro e relógios, opto pelos últimos que são uma paixão herdada do meu pai... E um relógio é o objecto que mais diz sobre quem o usa."
ESTILISTA DE ELEIÇÃO
"Tom Ford e Armani, no estrangeiro e ‘os Manéis’ [Manuel Alves/José Manuel Gonçalves], em Portugal... Aelegância é uma coisa simples!"
NÃO SAI DE CASA SEM...
"Óculos escuros faça sol ou faça chuva. Por nenhuma razão em especial. Gosto imenso."
NÃO SAI DE CASA COM...
"Barba por fazer, definitivamente, é horrível. Odioso. Nunca!"
OS MAIS ELEGANTES
"Barba por fazer, definitivamente, é horrível. Odioso. Nunca!"
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