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Ana Rocha de Sousa insurge-se contra Cristina Ferreira após entrevista: "Estudemos, malta"

Realizadora pronunciou-se sobre a entrevista da apresentadora no 'Jornal Nacional' na sequência do comentário acerca do caso dos quatro influencers acusados de violar uma menor.

22 de abril de 2026 às 09:58

Cristina Ferreira esteve esta terça-feira, 21 de abril, no 'Jornal Nacional' (TVI), para se justificar e defender das críticas de que tem sido alvo após as polémicas declarações proferidas no 'Dois às 10' acerca do caso dos quatro influencers acusados de terem violado uma menor de 16 anos.

Após a entrevista, várias figuras públicas reagiram às palavras da apresentadora. Uma delas foi a atriz e realizadora Ana Rocha de Sousa, que dirigiu o filme 'Listen', pelo qual recebeu vários prémios, que, na sua página de Instagram, partilhou um longo texto.

"Eu da minha parte desejo zero mal à Cristina. E da minha parte gostaria só e apenas que fosse admitido publicamente por ser por demais importante para aquela vítima e todas. Admitir que errou na escolha das palavras e como isso teria sido mais fácil e benéfico para todos. E sim: uma pergunta de retórica não é uma pergunta porque aquela pergunta de retórica não estava isenta da interpretação correta de um posicionamento errático com sinais mundanos de uma sociedade impregnada de problemas por resolver", começou por escrever.

A atriz e realizadora destacou que a tónica não deve estar na vítimas, mas nos agressores: "Como cidadã banal e ofendida profundamente com a escolha de palavras antes escolhidas que não defenderam e continuam a não defender em momento nenhum o lugar daquela vítima nem de nenhuma vítima mais. Cristina, sim, em todo o mundo todas as vítimas se dividem em 3 grupos: As vítimas que congelam, as que lutam e as que tentam escapar. Mas o mais importante de sublinhar e gritar ao mundo neste momento é: a pergunta não tem de ser nunca feita a vítima nenhuma se disse que não e como disse que não!"

E continuou: "Nós sociedade temos todos de mudar de perspetiva da pergunta e virar para perguntar mas a agressores e violadores o seguinte: Quando é que a vítima lhe disse que sim? Como assumiu que era um sim que a vítima estava a dizer? Quando teve a certeza e porque é que decidiu continuar acreditando que era sim se não ouviu um sim? Se a vítima não disse que sim porquê e como assumiu um sim?"

"A ler e a reler: A ausência de consentimento não depende de se ouvir nenhum não! Congelar em silêncio é um não! Não retribuir também é um não em freeze! O corpo em terror é em si um não! Apre! Caramba! Estudemos malta! Estudemos. É demais", concluiu Ana Rocha de Sousa.

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