Evento atribui dois prémios principais, Melhor Filme Internacional e Melhor Filme Português, ambos de 1.200 euros.
O Festival Internacional de Cinema de Santarém (FICS) vai decorrer de 25 a 31 de maio, aumentando de cinco para sete dias, numa edição que reforça a ligação à terra e que recebeu 276 candidaturas de 47 países, anunciou esta segunda-feira a organização.
Na apresentação da 19.ª edição, que decorreu esta segunda-feira na Casa do Brasil, em Santarém, a programadora e diretora do festival, Rita Correia, afirmou que o crescimento da duração resulta da "necessidade de consolidar a programação" e de responder à elevada procura, sobretudo do público escolar.
"No ano passado esgotámos muito cedo todas as sessões para as escolas. Este ano, já temos cerca de 80% da lotação preenchida nos cinco dias dedicados ao serviço educativo", disse.
Segundo a responsável, o Teatro Sá da Bandeira, com 170 lugares, revelou-se insuficiente na última edição.
"Tivemos muitas sessões esgotadas e a programação não respirava. As sessões estavam demasiado próximas umas das outras", afirmou, referindo que o aumento em dois dias permitirá "apresentar mais filmes, garantir convidados em todas as sessões e melhorar o conforto da programação".
O crescimento do serviço educativo, uma das apostas centrais do festival, foi outro fator determinante. No último ano, as três manhãs dedicadas às escolas esgotaram rapidamente, deixando vários estabelecimentos de ensino de fora.
"É absolutamente fundamental que nenhuma escola interessada fique sem vir. As crianças não vêm só ver cinema, conversam depois sobre os filmes e fazem atividades com os professores. O 'feedback' tem sido extremamente positivo", sublinhou.
Criado em 1971 e reativado há três anos, o FICS é descrito pela organização como "um dos festivais de cinema mais antigos do país", mantendo o foco no território, na agricultura, na ecologia e na gestão dos recursos naturais, temas que, sublinhou Rita Correia, "definem a identidade da região e fazem parte do ADN do festival".
A edição de 2026 recebeu 276 candidaturas de 47 países, um número que a organização considera "um sinal claro de internacionalização".
"É um orgulho ver que produtores e realizadores do mundo inteiro já olham para o FICS como um festival relevante", afirmou a equipa.
O festival atribui dois prémios principais, Melhor Filme Internacional e Melhor Filme Português, ambos de 1.200 euros --- além de uma menção honrosa, um Prémio Especial do Júri e o Prémio do Público, estes últimos no valor de 500 euros.
A sessão de abertura contará com a estreia nacional do filme checo-eslovaco "Better Go Mad in the Wild", um híbrido documental que acompanha a vida de dois irmãos gémeos ao longo das quatro estações numa quinta no centro da Europa. O filme segue o quotidiano dos protagonistas, desde a criação de animais à gestão da terra, e constrói um retrato da relação íntima entre ambos, bem como da sua ligação à natureza.
O encerramento terá uma parceria entre a Cinemateca Portuguesa e o Conservatório de Música de Santarém, que irá apresentar um filme mudo de 1929, "A Dança dos Paroxismos", de Jorge Brum do Canto, obra recentemente digitalizada, com partitura original executada ao vivo por alunos do conservatório.
Esta projeção tem por objetivo recuperar a dimensão sensorial da exibição cinematográfica da época, aliando imagem e música numa experiência imersiva.
A secção Enfoco terá este ano o tema "Terra e Soberania", incluindo a estreia nacional da curta "Free Fish" uma curta-metragem filmada em Gaza, realizada por Bissan Aouda e Carolina Pereira, que acompanha o quotidiano dos pescadores palestinianos.
Na secção Panorama, dedicada a questões sociais e ambientais contemporâneas, o festival apresentará a estreia nacional de "Wolf man ship", documentário do austríaco Walter Aigner sobre a pastorícia e a problemática da lã na Europa, alinhado com o Ano Internacional das Pastagens e do Pastoralismo, proclamado pelas Nações Unidas para 2026.
O festival voltará a integrar o Cinema à Mesa, este ano dedicado ao azeite, com uma prova de degustação no Teatro Sá da Bandeira.
Estão também confirmadas duas oficinas: uma 'masterclass' intitulada "Da Ovelha ao Novelo", orientada pela designer e historiadora Rosa Pomar, dedicada ao ciclo da lã, e uma oficina de conto cinematográfico conduzida pelos realizadores Miguel Clara Vasconcelos e Patrícia Gaula.
No capítulo das exposições, regressa 16 Fitas, uma mostra que compila a história do festival desde 1971, à qual será acrescentado um novo painel relativo à edição de 2025. Haverá ainda uma exposição de fotografia ligada ao tema de "Terra e soberania".
A programação e a composição do juri serão anunciadas com mais detalhe no inicio do mês de abril.
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