Instituição criada para Capital Europeia da Cultura garante encerrar com missão “cumprida”.
A Fundação Cidade de Guimarães será extinta a 30 de setembro com a missão a que se propôs "cumprida", contas "regularizadas" e provisões para fazer face às indemnizações pedidas em tribunal por duas ex-administradoras, segundo o presidente da administração.
No final da reunião deste sábado de manhã do conselho geral da fundação, o presidente do conselho de administração, João Serra, deixou ainda elogios ao secretário de Estado da Cultura por ter "ajudado a esclarecer" a data para a extinção, mas avisou que "os fundamentos têm também que ser esclarecidos".
João Serra adiantou ainda que, "contra o que era de esperar", a Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 conseguiu um resultado de bilheteira de cerca de meio milhão de euros.
Questionado sobre a regularização das contas, uma vez que foram "várias" as queixas de fornecedores dando conta de atrasos e falta de pagamentos, João Serra assegurou que se está no "momento de regularização da contabilidade", que decorre como previsto.
"Está praticamente concluído. Estamos no prazo normal de dois meses de atraso nos pagamentos e com uma dívida de 400 mil euros, nada comparável ao que já enfrentámos", apontou.
Confrontado com a possibilidade de uma derrapagem nas contas, tendo em conta que decorrem em tribunal dois processos de indemnizações interpostos pela ex-presidente do conselho de administração, Cristina Azevedo, e pela ex-administradora, Carla Morais, o responsável assegurou que a questão está acautelada.
"Apesar de não entendermos que haja lugar ao pagamento de qualquer indemnização, a fundação tem uma provisão do valor que achou razoável para fazer face a essa eventualidade", disse João Serra, que descreveu o montante pedido pelas duas ex-responsáveis de "delirante".
Segundo completou o presidente do Conselho Geral, Jorge Sampaio, "é para estas questões que servem as comissões liquidatárias e tudo será resolvido em bom termo".
Sobre a data de extinção da entidade, criada para levar a efeito a Capital Europeia da cultura Guimarães 2012, João Serra esclareceu que o conselho propôs o dia 30 de setembro. "Criou-se um ambiente de tensão com a definição da data de extinção da fundação depois da resolução do Conselho de Ministros a 08 de março apontar apenas o ano de 2013. Congratulo o secretário de Estado da Cultura por ter enviado um esclarecimento a afirmar que não se opunha à data por nós adiantada", explicou.
Segundo o professor, 30 de setembro é a data na qual estarão "regularizadas as contas, feita a transferência de ativos e o programa concretizado".
No entanto, salientou, a discussão sobre o fim da Fundação Cidade de Guimarães vai além de uma data, sendo agora "importante" esclarecer os motivos para esta extinção.
"Só reconhecemos fundamento com base no termo da missão. Não é aceitável que ela [fundação] se extinga por qualquer outra razão decorrente de um processo de avaliação igual para todas as fundações", afirmou.
Na avaliação do ano, apesar das "crises políticas e financeiras" que o evento enfrentou, o presidente do conselho geral, Jorge Sampaio, assinalou a "repercussão interna e externa" de Guimarães 2012, que, no seu entender, "vai perdurar" no tempo. "Passa com nota altíssima, dispensando oral e até mesmo exame final", disse.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.