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Homem voador aterra no palco

A 20 de Junho de 1540, um homem chamado João de Almeida Torto pegou nas asas de pano que tinha construído e lançou-se do alto da torre da Sé de Viseu. Nunca tinha ouvido falar de Leonardo DaVinci, mas, como o mestre italiano, tinha o sonho de voar. A sua aventura – que terminou com a morte – é fonte de inspiração para ‘João Torto’, espectáculo que Rafaela Santos estreia quinta-feira, às 21h15, na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

08 de março de 2012 às 01:00

O texto foi escrito por Fernando Giestas a partir de improvisações dos quatro actores – Leonor Keil, Margarida Gonçalves, Miguel Fragata e Rafaela Santos – e a equipa apresenta-o como um “monólogo a quatro vozes”, em que as falas do protagonista são divididas por todos.

Num palco nu, o espectador assiste, ao longo de cerca de uma hora, à construção de uma espécie de passarola: a máquina voadora com que João Torto pensa poder concretizar o seu desejo.

Rafaela Santos diz que a mesma fé que o levou a perseguir um sonho, “talvez irrealista”, é o que leva a sua companhia a apostar neste trabalho. “É preciso arriscar”, diz a actriz. “É preciso fazer aquilo em que se acredita, até às últimas consequências”.

NASCEU EM VISEU 

‘João Torto’ foi concebido em duas semanas, no âmbito de uma residência artística no Teatro Viriato, Viseu.

PARA DIGRESSÃO

O espectáculo estará em cena no Nacional até 1 de Abril. Depois, procura parceiros para se apresentar noutros teatros.

GRUPO DINAMIZADOR

O Magnólia Teatro foi fundado em Viseu em 2009 e quer vingar na área performativa como dinamizador de espaços urbanos e rurais.

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