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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Jovens vencem prémio mundial

O (Des)concertante Trio, que nasceu na Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) do Instituto Politécnico de Castelo Branco, ganhou asas e venceu, na categoria de música de câmara, a 59.ª Copa Mundial de Acordeão, que decorreu na Noruega.

31 de outubro de 2006 às 00:00

Constituído por Carisa Marcelino (acordeão) Ana Luísa Marques (violoncelo) e Sérgio Neves (clarinete) – ausente no estrangeiro aquando do encontro com o CM (ver caixa) –, o grupo arrebatou o 1.º lugar num evento que juntou 90 músicos de 30 países. Para além deste primeiro prémio, Portugal trouxe ainda da 59.ª Copa Mundial de Acordeão, um 3.º lugar na categoria de música de câmara, com o duo Flubayan, constituído por Carolina Patrício (flauta) e Carisa Marcelino (acordeão).

“Fomos com a expectativa de ganhar o primeiro prémio e conseguimos. É a cereja em cima do bolo depois de dois anos de trabalho”, confessaram os músicos, que criaram o grupo em Outubro de 2004 e pretendem manter-se juntos.

Está em aberto a possibilidade de introduzirem outros instrumentos para alargarem e diversificarem o repertório. “Não há repertório para esta formação, pelo que tivemos de encomendar algumas peças, todas de autores portugueses, desde Sérgio Azevedo até Carlos Marques, passando por Paulo Jorge Ferreira e Carlos Marecos”, explicam Carisa Marcelino e Ana Luísa Marques.

As duas jovens revelaram ainda que está a ser composta uma peça, também para este trio, por Andrea Talmelli, presidente do júri do Concurso Internacional de Música Erudita de Valtidone. A iniciativa realizou-se em Itália, em Junho passado, e o grupo português conquistou o 2.º lugar na modalidade de música de câmara e foi convidado a participar, no próximo ano, noutro festival.

'CRESCER INDIVIDUALMENTE'

Com quatro galardões no currículo e uma carreira internacional a delinear-se, o (Des)concertante Trio tem objectivos bem definidos. “Os prémios são a chave para a crescente reputação, mas obrigam-nos a trabalhar”, explicou Sérgio Neves, ao telefone desde Londres onde se encontra a fazer um mestrado. “Agora é preciso calma. Temos de crescer individualmente para ficarmos mais fortes”, referiu o clarinetista

licenciado pela ESART. Carisa e Ana Luísa frequentam o último ano do curso, mas também pretendem manter a formação, “como complemento profissional”, até porque não é fácil viver-se só da música em Portugal, ainda mais quando se trata de um género tão específico. Apesar das dificuldades para se encontrarem e para ensaiarem juntos, os jovens sentem que têm muitos benefícios neste trabalho de grupo, que contribui bastante para a sua evolução.

O (Des)concertante Trio é constituído por Ana Luísa Marques, 21 anos, natural da Póvoa de Varzim; Carisa Marcelino, também de 21, natural de Castelo Branco, e Sérgio Neves, de 24, natural de Oliveira do Bairro. Foi criado em Outubro de 2004, no âmbito da disciplina de música de câmara da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco e tem direcção

artística do docente Paulo Jorge Ferreira. Além da vitória na 59.ª Copa Mundial do Acordeão, obteve o 2.º lugar na 19.ª edição do Prémio Jovens Músicos e no Concurso Internacional de Música Erudita.

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