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Emirados Árabes Unidos constroem oleoduto para contornar estreito de Ormuz

Fontes oficiais dos emirados confirmaram que a previsão é que o oleoduto entre em funcionamento no próximo ano.

15 de maio de 2026 às 11:23

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram esta sexta-feira a construção de um novo oleoduto ligando o oeste e o leste do país, contornando o estreito de Ormuz.

Fontes oficiais dos emirados confirmaram que a previsão é que o oleoduto entre em funcionamento no próximo ano.

O príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khalid bin Mohammed bin Zayed Al-Nahyan, foi informado durante uma reunião do comité executivo do conselho de administração da companhia petrolífera do Emirados (ADNOC) "sobre o novo projeto do oleoduto oeste-leste, que duplicará a capacidade de exportação da ADNOC via Fujairah", no leste do país, em frente ao Irão, segundo a agência de notícias oficial dos Emirados, WAM.

O oleoduto está "atualmente em construção e prevê-se que entre em funcionamento em 2027", indicou sem adiantar mais detalhes.

O príncipe herdeiro instou a empresa estatal a "acelerar a execução do projeto, numa altura em que a empresa entra numa nova fase de desenvolvimento de projetos à escala global para satisfazer a procura mundial de energia",

Al-Nahyan elogiou a ADNOC pela sua "resiliência na manutenção de operações seguras, continuando a fornecer energia de forma fiável a clientes locais e internacionais".

Os Emirados Árabes Unidos são um dos países mais afetados pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, que provocou a retaliação de Teerão contra os Estados do golfo Pérsico.

Desde então, o estreito de Ormuz está efetivamente fechado pelo Irão e agora também bloqueado por Washington.

Neste contexto, Abu Dhabi intensificou os seus apelos à reabertura da via navegável estratégica, classificando-a como uma "necessidade coletiva" e salientando que a interrupção do tráfego marítimo representa uma ameaça à estabilidade económica global e às cadeias de abastecimento.

As autoridades dos Emirados culparam diretamente o Irão pela interrupção nestas rotas marítimas vitais, por onde transitam aproximadamente 20% do petróleo mundial e uma parcela significativa do gás e dos produtos petroquímicos.

A guerra e o bloqueio tiveram um impacto severo nos hidrocarbonetos, com a produção da OPEP a cair quase 34% desde o início do conflito.

Os Emirados Árabes Unidos, que viram a sua produção cair mais de 40% em comparação com os níveis anteriores à guerra, anunciaram a sua saída da organização em 01 de maio, citando interrupções no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz.

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