Nos seus “tempos de rapazinho”, segundo o próprio confessou no espectáculo de sexta-feira à noite, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, Julio Iglesias tinha uma superstição: “Nunca entrava em palco para cantar sem antes fazer amor.” Agora, adiantou, já não faz sexo antes dos concertos porque fica incapaz de cantar. Nem depois, disse ainda, porque fica cansado. E queixou-se também de que tem de cantar todos os dias.
Com a brincadeira, após afirmar a sua preferência pela “posição vertical”, arrancou aplausos e sorrisos. Mas nem assim arrebatou os 12 mil espectadores que esgotaram a maior sala de espectáculos do País. Talvez por ser sexta-feira à noite e o público, na maioria feminino e acima dos 35/40, estar cansado pela semana de trabalho, ou por as canções do ‘Romantic Classics’ serem em inglês, o coro dos espectadores foi sempre tímido e o ambiente nunca aqueceu até ao delírio. De forma sintomática, a primeira vez que Julio Iglesias ensaiou uma apoteose com ‘Can’t Help Falling in Love’, ia o espectáculo em hora e meia e já passava da meia-- noite, muitas dezenas de pessoas levantaram-se e dirigiram-se à saída. Haveria, porém, ainda mais meia hora de concerto e duas apoteoses até ao adeus com ‘Me Va, Me Va’.
A quatro meses de festejar 64 anos, Iglesias mostrou-se em forma no primeiro concerto após ser pai pela oitava vez . A voz é límpida, capaz de várias expressões melódicas e o estilo – uma mão no peito, outra no microfone – impecável e comunicativo ao longo dos 36 temas que interpretou. Depois, conta histórias, diz muitas vezes “obrigado” e puxa com todas as ganas pelo público. Sem nunca utilizar a expressão ‘saudade’ foi saudosista para aquecer os corações de quem o ouvia.
A prestação foi, como sempre, impecável. No palco, Iglesias pôs todos a mexerem-se, desde as coristas – sensuais em passos de dança e a soprar beijos para o galã cantor – ao saxofonista Michael Scalglione, que entrou num despique de fôlegos com o chefe. Apresentou também um par de dançarinos de tango, a “música que põe as mulheres grávidas num segundo”, como referiu.
A primeira parte do espectáculo contou com a presença de Pedro Camilo que cantou cinco temas e exaltou a felicidade de estar ali para ouvir, como outros, o maior artista latino de todos os tempos. Ficou-lhe bem e deve ser verdade pelo que se viu e ouviu a Julio Iglesias.
PRIMEIRA FOTO DO OITAVO FILHO LEGÍTIMO
Num privilégio aos fãs, o site de Julio Iglesias apresenta desde ontem a primeira foto do recém--nascido Guillermo, que é já o quinto fruto da relação do cantor de 63 anos com a modelo holandesa Miranda Rijnsburger, de 41. O bebé nasceu no final da tarde do dia 5 deste mês, no Hospital Mount Sinai, de Miami Beach, na Florida, EUA. E, segundo foi revelado, é muito robusto: 3,940 quilos de peso e 53,5 centímetros de altura. Para estar junto da mulher, Iglesias agendou atempadamente um interregno na actual digressão, a ‘Romantic Tour’, entre o espectáculo de 28 de Abril, em Monterrey, no México, e o de anteontem, em Lisboa.
Para Julio Iglesias, o pequeno Guillermo é o oitavo filho legítimo. Teve três no primeiro casamento com a empresária filipina Isabel Preysler, a mais velha dos quais, ‘Chábeli’, nasceu em Portugal, concretamente no Estoril em 1 de Agosto de 1971. Seguiram-se Júlio Jr., de 34 anos, e Enrique, de 32, também um cantor de sucesso. De Miranda que conheceu em 1990, tem Miguel Alejandro, de 9 anos, Rodrigo, de 8, as gémeas Victoria e Cristina, de 6, e agora, Guillermo.
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