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Correio da Manhã

Cultura
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Leilão da Vista Alegre em Serralves com 'perdizes' de 18 mil euros

O X Leilão Vista Alegre, a decorrer no sábado, em Serralves, no Porto, vai licitar 160 peças seleccionadas entre três mil, nomeadamente um Casal de Perdizes com uma base de licitação de 18 mil euros.
2 de Novembro de 2011 às 15:30
Entre os 160 lotes que agora vão a leilão está um Casal de Perdizes
Entre os 160 lotes que agora vão a leilão está um Casal de Perdizes FOTO: Arquivo CM

As peças vão estar expostas na fundação de Serralves a partir de quinta-feira e resultam de uma selecção feita por especialistas das duas empresas parceiras deste leilão - a Vista Alegre e a Cabral Moncada Leilões - que, durante seis meses, inspeccionaram três mil peças apresentadas por particulares. Os lotes que vão a martelo somam um valor total de bases de licitação de 77.570 euros.

Entre os 160 lotes que agora vão a leilão está um Casal de Perdizes, cujo preço-base pedido é de 18 mil euros, embora também possam ser arrematadas peças cujo valor inicial é de 40 euros.

"O Casal de Perdizes é uma edição numerada e limitada de 150 exemplares que foi feita no princípio dos anos 1970, primorosamente pintada à mão e que é uma espécie de 'must' da Vista Alegre", explicou à agência Lusa Miguel Moncada, da empresa leiloeira, para justificar o valor de uma peça que surge pela quinta vez nestes leilões.

As peças da empresa fundada em 1824 serão divididas em dez categorias, com destaque neste leilão para a categoria ‘Cristais e Vidros’ que, segundo anunciou a leiloeira, integra a mais importante colecção de vidros alguma vez leiloada pela Vista Alegre, sendo pela primeira vez possível licitar peças raras religiosas em vidro.

Destaque também para a categoria ‘Paliteiros’, com um conjunto de mais de 32 de artigos provenientes de "uma das duas colecções existentes em Portugal, com alguns inéditos", afirmou Miguel Moncada, o que faz com que "seja de longe a mais importante que alguma vez apareceu" nestes leilões.

Esta X edição inclui ainda um conjunto importante de peças da primeira fase da marca Vista Alegre (entre 1824 e 1836) e uma elevada percentagem de peças inéditas, sendo que algumas nem constam do arquivo da Vista Alegre.

Os leilões surgiram por vontade da administração da Vista Alegre, em 1997, que na altura escolheu a empresa Cabral Moncada Leilões como parceira.

"A ideia foi mostrar ao mercado que a compra de objectos Vista Alegre é um bom investimento e, de facto, os leilões têm sido fantásticos, com as peças quase todas vendidas e com muitas subidas dos valores", afirmou Miguel Moncada.

Os compradores têm sido quase exclusivamente portugueses e brasileiros.

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