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Marina aposta na pirataria

Um espectáculo mais sofisticado do que é habitual ver-se na revista à portuguesa, com um grande e notório investimento a nível cenográfico e onde Marina Mota, além de co-produzir e encenar, assina – pela primeira vez na sua carreira – textos cómicos (em colaboração com o veterano Francisco Nicholson).

18 de dezembro de 2008 às 00:30

Assim é ‘Piratada à Portuguesa’, que esta noite, às 21h30, faz a sua estreia no Teatro Maria Vitória, no Parque Mayer, sucedendo ao grande êxito que foi ‘Hip Hop’Arque’, e que tem argumentos para superar o antecessor, pois as armas estão apontadas aos sítios certos.

A revista arranca com um número musical, que é uma divertida sátira à crise bolsista e à recessão mundial. Depois, e ao longo de quase três horas, critica-se a obsessão dos média com notícias sobre crimes violentos; ataca-se a justiça portuguesa e a preguiça reinante na Assembleia da República; acusam-se de ‘pirataria’ diversas instituições: a ASAE, a EMEL, o Ministério das Finanças...

De entre todos os sketches, Marina Mota diz que gosta particularmente de ‘Outras Vidas’, número em que, com humor e inteligência, retrata a forma displicente como alguns de nós tratam pessoas portadoras de deficiência. Um trabalho que a obrigou a fazer pesquisa junto de estruturas como a Acapo, a Federação Portuguesa de Surdos ou a Liga dos Deficientes Motores.

"Espero poder fazer este número tão bem quanto gostaria e quanto o tema merece", disse a artista ao CM, alegando que um dos maiores desafios da revista é dosear, na porção correcta, o mau e o bom.

"Não podemos esquecer que o principal objectivo do espectáculo é divertir, embora não possamos deixar de exercer os nossos direitos de cidadania, e criticar o que é criticável", afirma.

Sobre o facto de ter começado a escrever, desmistifica a questão. "Não é a minha vocação principal, mas escrevo. Sobretudo versos, de que gosto particularmente. Desta vez, decidi assumi-los."

DETALHES

375 MIL EUROS

Foi quanto custou pôr de pé a nova revista à portuguesa, produzida pela dupla Hélder Freire Costa – Marina Mota. "Tentamos fazer sempre melhor, a cada novo projecto", explica o produtor.

90 MIL ESPECTADORES

viram ‘Hip Hop’Arque’, produzido pela mesma equipa para o palco do Maria Vitória em 2007. As expectativas são de que o novo trabalho supere essa barreira.

CENÁRIO E FIGURINOS

Um grande investimento em cenário e figurinos (ambos assinados por Helena Reis), fazem desta uma das mais belas revistas à portuguesaque passou pelo Parque Mayer nos últimos anos.

COREOGRAFIA 'FAMOSA'

Marco de Camillis – que o grande público conhece das suas muitas incursões televisivas – volta a assinar a coreografia do espectáculo. Um salto qualitativo tendo em conta o que eram as coreografias das revistas há uns anos.

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