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McCartney quer recuperar músicas dos Beatles

Músico pretende receber por direitos das canções na América.

21 de março de 2016 às 18:26

O fundador dos Beatles quer reaver a posse sobre os direitos das músicas que compôs com John Lennon. Paul McCartney iniciou o processo para voltar a ser titular desses direitos em solo americano, perdidos desde 1969. Para já, o músico inglês pediu que sejam "devolvidos" 36 temas, mas espera-se que lute pela quase totalidade do catálogo dos Fab Four na América, hoje nas mãos da Sony/ATV.

McCartney vai aproveitar a lei americana que confere aos compositores a possibilidade de reaverem os direitos das suas criações ao fim de 56 anos da sua publicação, o que acontece em 2018. Ente os temas que McCartney reclama estão os primeiros sucessos do grupo como Love Me Do ou Please Please Me, gravados em 1962. O pedido já seguiu para as autoridades competentes.

A história começa em 1963, quando McCartney, Lennon, o ‘publisher’ Dick James e o produtor Brian Epstein fundaram a companhia Nothern Songs para gerir os direitos das composições do grupo. John e Paul assinaram sempre juntos as músicas que compuseram, mesmo quando só um deles era o autor.

Quando Epstein morreu, em 1967, a dupla de compositores procurou James para negociar os termos do acordo, mas este acabou por vender a sua parte dos direitos à Associated Television (ATV), em 1969.

 

Os músicos tentaram então reaver dos direitos das músicas - procuraram até comprar a ATV, mas nunca conseguiram. Em 1985, cinco anos depois da morte de John Lennon, o músico Michael Jackson comprou o catálogo à ATV por 47,5 milhões de dólares. Um gesto que McCartney entendeu como uma traição à amizade que tinha com o músico americano.

 

Em 1985, Jackson viria a vender metade dos direitos à Sony Music por 52 milhões de euros, criando-se uma nova empresa, a Sony/ATV. A nova firma ficou a gerir a música dos Beatles na América e o catálogo de muitos outros artistas, como o do próprio Jackson,  Eminem, Akon, Linda Perry, Björk, Shakira ou Beck.

Com a morte de Jackson, em 2009,os seus herdeiros avançaram para a venda da metade do catálogo que este detinha. A Sony anunciou na semana passada um acorde que vale 750 milhões de dólares  (666 milhões de euros ao câmbio atual), passando a companhia japonesa a deter a totalidade do catálogo, incluindo os temas dos Beatles.

Mas a ação de McCartney pode deixar a Sony com apenas metade do catálogo da banda de Liverpool. A companhia japonesa assinou em 2009 um acordo com Yoko Ono, viúva do John Lennon, que lhe garante a parte do guitarrista, mas é provável que o baixista dos Fab Four consiga mesmo reaver os seus 50% de direitos da música dos Beatles no mercado americano.

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