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Morreu o pintor Armando Alves, do grupo Os Quatro Vintes

Tinha 90 anos.

31 de março de 2026 às 16:25

O pintor Armando Alves, que fez parte do grupo Os Quatro Vintes, com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, morreu aos 90 anos, anunciou esta terça-feira a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP).

Segundo a nota da FBAUP, que tem na origem a Escola de Belas Artes em que Armando Alves foi estudante e docente, o pintor nascido em 1935, em Estremoz, formou-se em Pintura com "20 valores".

"Formou, com Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, o grupo Os Quatro Vintes, que apresentou várias exposições nacionais e internacionais no final dessa década e início da seguinte", realça a nota de pesar publicada pela instituição, assinada pelo seu diretor, Miguel Carvalhais.

O grupo chamava-se assim precisamente pela nota de saída do curso de Belas Artes, tendo os quatro sido professores na Escola de Belas Artes do Porto, mais tarde FBAUP – Armando Alves foi “um dos pioneiros da formação em Artes Gráficas”, lembra Miguel Carvalhais.

Esse curso viria a dar origem à criação do primeiro de Design de Comunicação na cidade, e Alves dedicou-se ao design profissionalmente depois de deixar o ensino superior, com “uma carreira longa e ilustre, com particular destaque para a sua produção em design editorial e cartaz”.

Do grupo Os Quatro Vintes, de resto, Jorge Pinheiro é o único elemento ainda vivo, após a morte de Ângelo de Sousa, em 2011, e de José Rodrigues, em 2016.

Armando Alves foi agraciado em 2006 com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito e, em 2009, recebeu o Prémio de Artes Casino da Póvoa, numa carreira longa entre o trabalho como pintor, a docência e a construção de uma memória gráfica da vida cultural da cidade do Porto.

Com Ângelo de Sousa (1938-2011), José Rodrigues (1936-2016) e Jorge Pinheiro (1931), todos formados com a nota máxima, apresentou várias exposições no final da década de 1960, nomeadamente na Galeria Domingues Alvarez (Porto, 1968), na Galeria Zen (Porto, 1969), na Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa, 1970) e na Galeria Jacques Desbrière (Paris, 1970).

Em 2025, a Cooperativa Árvore, no Porto, expôs obras do artista plástico desde 1958 até à atualidade, numa mostra "artística e afetiva" que visou assinalar os 90 anos do artista, no dia 07 de novembro.

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