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Correio da Manhã

Cultura
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Pérolas da História

As moscas mudam mas a merda é a mesma” (1912-1919), Brito Camacho inventou a talvez mais repetida frase política portuguesa. A revelação lê-se no livro que Ferreira Fernandes e João Ferreira escreveram e ‘A Esfera dos Livros’ lança hoje (18h30), na Sociedade de Geografia, Lisboa, em cerimónia a apresentar por Francisco José Viegas.
16 de Março de 2006 às 00:00
Trata-se de ‘Frases Que Fizeram a História de Portugal’, uma obra singular que pretende dar a conhecer a origem de expressões que andam na boca de toda a gente.
“É um livro de dois jornalistas que se conhecem há muitos anos e que agora aceitaram o desafio da editora para passar a papel uma certa História de Portugal que ainda hoje sobrevive em expressões anteriores à própria nacionalidade”, adiantou ao CM Ferreira Fernandes, que a título de exemplo cita a frase relativa à morte de Viriato, recém-usada por um dos nossos ministros: “Roma não paga a traidores”.
Foram três meses de investigação exaustiva, o que facilitou a distribuição deste trabalho a quatro mãos, difícil foi o critério que acabou por ser cronológico... “Há épocas muito mais ricas do que outras e autores muito mais informativos do que outros, por exemplo, Fernão Lopes é um caso flagrante”, indica Ferreira Fernandes e João Ferreira explica porquê: “Veja-se o caso do Marquês de Pombal (1755) e de Fernão Lopes (1384) que disseram quase a mesma coisa há distância de quatro séculos, respectivamente, “é preciso é enterrar os mortos e cuidar dos vivos” e “é preciso soterrar os mortos e pensar os vivos”.
A partir de agora, dizem, depende do leitor a continuação da obra.
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