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Correio da Manhã

Cultura
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POEMAS INÉDITOS DE PABLO NERUDA

No âmbito do centenário de Pablo Neruda (1904-1973), a editora Campo das Letras acaba de fazer publicar ‘Cadernos de Temuco’ e ‘Cem Sonetos de Amor’, poemas inéditos em língua portuguesa, com tradução de Albano Martins.
24 de Junho de 2004 às 00:00
Pablo Neruda, pseudónimo do poeta chileno nascido Ricardo Eliézer Neftali Reyes, desempenhou cargos diplomáticos vários e à proibição do partido comunista no seu país respondeu com o exílio. Autor de poemas de inspiração social e revolucionária recebeu, em 1971, o Prémio Nobel de Literatura.
Da ‘Sensação Autobiográfica’ com que baptizou um dos poemas de ‘Cadernos de Temuco’, leia-se: ”Ter amado uma mulher e ter escrito/ um livro. Não venci porque está manuscrito/ o livro e não amei uma, mas cinco ou seis”. Compilação de três volumes, escritos entre 1919 e 1920, tinha o poeta, então, entre quinze e dezassete anos, alguns dos poemas aqui incluídos foram, posteriormente, reunidos e publicados sob o título ‘Crepusculario’.
“Amo-te para começar a amar-te,/ para recomeçar o infinito/ e para não deixar de amar-te nunca:/ por isso não te amo ainda”. Mais palavras para quê... Estamos perante o excerto de um dos ‘Cem Sonetos de Amor’ de Neruda e está tudo dito!
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