Cenógrafo reclama autoria do projeto, administrador responde que a obra é de outro.
O World of Discoveries, conhecido no Porto como Museu dos Descobrimentos, foi inaugurado em abril de 2014, mas está ensombrado por uma polémica que já chegou aos tribunais. Os desavindos são o cenógrafo Fernando Côrte-Real e o administrador Mário Ferreira: o primeiro diz que o projeto para o museu é dele; o segundo garante que é do inglês Jan Faulkner.
Ao CM, Fernando Côrte-Real contou que em 2012 Mário Ferreira o terá desafiado a apresentar um projeto para um museu que celebrasse os Descobrimentos Portugueses, na mesma altura que lhe entregou um esboço para o mesmo. "Era apenas um ‘teaser’ que tinha sido concebido por uma empresa inglesa de design e que não era exequível", afirma o cenógrafo.
E é aqui que começa o desentendimento. Mário Ferreira afirma que esse "esboço" é o projeto que acabou por ser feito. Enquanto o cenógrafo alega que o museu é "70 ou 80%" de sua autoria, o administrador contrapõe que o artista mais não fez do que "desenvolver os cenários da história". A divergência levou o caso aos tribunais: quando Côrte-Real tentou registar a patente do projeto, Mário Ferreira apresentou queixa-crime por "usurpação e violação de direito moral de autor" (em 2014) que anulou o registo.
O cenógrafo interpôs uma providência cautelar pedindo o encerramento do espaço "até que tudo se esclareça" mas o pedido foi recusado. Agora, avançou para o Tribunal da Propriedade Intelectual.
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