Energia de "L.S.D. (Love Songs Die)" é "completamente diferente" da de "Música de Intervenção Divina", diz o 'rapper' português.
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O 'rapper' português ProfJam edita esta sexta-feira um novo álbum, "L.S.D. (Love Songs Die)", só sobre amor, que contrasta com o trabalho anterior e no qual conta com convidados como Ana Moura, Ivandro e Plutónio.
Pensado e idealizado para ter sido o segundo álbum da carreira de ProfJam (Mário Cotrim), "L.S.D. (Love Songs Die)" acabou por ser o sexto, contou ProfJam (Mário Cotrim), em entrevista à Lusa. "De certa forma já tinha este álbum planeado na minha discografia. Já o tinha pensado, já o tinha idealizado e simplesmente a minha vida foi acontecendo", referiu.
"Queria que este álbum fosse só sobre amor - love songs die [canções de amor morrem, em tradução livre ]. Na altura tinha um conceito que era como o ácido lisérgico [LSD]: há uma espécie de êxtase, depois podes ter uma 'bad trip'. E tal como o amor, também já senti essas viagens e fiz esse paralelismo", disse.
O título já estava escolhido, mas hoje seria outro. "Dou esse título para haver esse ponto no tempo, para dizer às pessoas que este é aquele álbum que eu disse que ia lançar e não lancei. É este, só que agora é de certa forma diferente porque caminhei todo um percurso até aqui", explicou.
Enquanto trabalhava no álbum anterior, "Música de Intervenção Divina", editado em 2023, um álbum feito de "cenas mais pesadas", para "desenjoar um bocado" ou quando estava "com outro 'feeling'", ProfJam dedicava-se a "pesquisar instrumentais de amor".
"Ia fazendo essa exploração. E depois acabou por fazer sentido, até para ter um final de ciclo, e para ter esse álbum arrumado na minha 'OCD' [sigla inglesa para Perturbação Obsessivo-Compulsiva] mental de projetos", disse.
A energia de "L.S.D. (Love Songs Die)" é "completamente diferente" da de "Música de Intervenção Divina".
"Não quis que fosse muito pesado 'sonoricamente', queria que fosse até naive. Queria que fosse um bocado inocente no sentido de acreditar num amor impossível, ou pelo menos um amor eterno, ou um amor para a vida, ou o que queiramos chamar. Um amor não egoísta, um amor de servir a outra pessoa, um amor que nos tira de nós mesmos. E queria que isso também fosse caracterizado pelas cores do álbum, pelas escolhas dos instrumentais. E quis, desde a capa aos instrumentais, que fossem mais luminosos e mais naive", disse o músico.
ProfJam reconhece não ser um artista que faz muitas canções de amor, tendo editado algumas algumas esporadicamente, talvez por ter percebido "muito cedo", que queria dedicar um álbum inteiro ao tema.
O 'rapper' de Lisboa sente que provavelmente o álbum tinha de sair agora, porque atualmente tem "uma visão se calhar mais acertada para poder falar desse assunto".
"Inclusive morreram músicas de amor que fiz para este álbum. Acabou por haver mesmo músicas que ficaram pelo caminho, porque não chegaram a este projeto. Tal como este projeto também há de morrer, e se houver algumas [músicas] que acompanhem algumas pessoas na vida já é muito bom", partilhou.
No álbum anterior, ProfJam fez as músicas todas sozinho, "porque esse era o conceito, era difícil se calhar trazer alguém para o universo do álbum".
"Neste álbum quis contrastar. Fiz um álbum sozinho, neste álbum vou trazer pessoas. Achei também que o tema era, de certa forma, mais fácil para alguém escrever abertamente e ter a sua dinâmica", referiu.
Além disso, em "L.S.D. (Love Songs Die)", ProfJam vai "a muitas praias sonoras" e Ana Moura, Ivandro, Plutónio, LON3R JOHNY e Sippinpurpp foram convidados "para acrescentar e para abrilhantar essa viagem musical".
"L.S.D. (Love Songs Die)" fica disponível nas plataformas de streaming e terá edição em vinil. Além disso, ProfJam gostava também de editá-lo em CD, visto que está um a ilustrar a capa do álbum.
Os concertos dedicados exclusivamente ao novo álbum ficam guardados mais para a frente, mas entretanto ProfJam irá começar a incluir alguns temas nos espetáculos que já tem agendados.
No sábado atua no Xira Sound Fest, em Vila Franca de Xira. Em palco, estará acompanhado de João Abrantes, na guitarra, Leonardo Pinto, nos teclados, e de Gonçalo Lemos, na bateria.
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