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Ministro da Educação encostado às cordas devido a polémica com correção dos exames

Estado da Nação é oportunidade para Fernando Alexandre explicar o caos na correção dos exames e como resolver o problema.

13 de julho de 2026 às 01:30

A Federação Nacional dos Professores pede a intervenção da Justiça para resolver o problema da correção dos exames nacionais do secundário. "Os inúmeros indícios sobre a falta de fiabilidade da plataforma utilizada para a classificação dos exames nacionais do ensino secundário obrigam a Fenprof, em representação dos professores, a apresentar uma queixa na PGR", anunciou sábado a estrutura sindical. Duas outras organizações, a MetaPROF e a Missão Escola Pública, garantem ainda há professores classificadores à espera de folhas de respostas dos exames e outros a quem está a ser pedido que reavaliem itens já classificado. Tudo isto a quatro dias da fixação dos resultados, na próxima sexta-feira. No dia anterior, Governo e partidos discutem na Assembleia da República o Estado da Nação e a Educação será um dos temas em maior destaque. 

Ninguém imaginava, há poucas semanas, que o Ensino dominasse o debate parlamentar em hora de balanço. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, tinha conseguido o 'milagre' que os seus antecessores não haviam alcançado, a pacificação do setor, marcado por protestos, greves e reivindicações. Mas o processo de classificação dos cerca de 300 mil exames nacionais deitou tudo a perder. A correção digital dos exames é um desastre e não há como fugir ao diagnóstico. O mais grave, é que não há plano B para lidar com o problema, deixando a vida de alunos e famílias em suspenso. 

O desespero no Governo é evidente. Sábado, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, assumiu as funções de porta-voz do Governo para dizer serão pagas horas extras aos professores classificadores. Mas, segundo a Federação Nacional de Educação, não se trata de nenhum 'favor' ou "reconhecimento excecional", já que se trata de uma obrigação legal. 

Já o Fernando Alexandre garantiu, numa entrevista a um canal televisivo, que "se houver alguma família que demonstre, de facto, que houve prejuízo, o Estado deve ressarcir". Mas não disse como, quando, de que forma e o que é preciso demonstrar. Talvez as explicações tenham ficado para o debate do Estado da Nação, quinta-feira. Até lá, o ministro vai continuar encostado às cordas e são cada vez mais os que pedem a sua demissão.  

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