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Correio da Manhã

Cultura
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PSP FOI A CASA DOS VIANA

A polícia foi ontem à noite chamada a casa de Henrique Viana para resolver uma desavença entre o actor e a sua companheira, Graça Braz. "Estava desesperada, de cabeça perdida. Ele agarrou-me o braço, torceu-o e eu dei-lhe uma bofetada", contou ao nosso jornal Graça Braz.
18 de Maio de 2003 às 02:07
Graça Braz
Graça Braz FOTO: Marta Vitorino
O actor, ouvido pelo CM, nega, contudo, que tenha tocado na sua companheira: "Eu não agrido ninguém! Ela pôs-me o dedo no nariz, dei-lhe uma palmadinha na mão e ela pregou-me uma estalada".
A cena ocorreu na casa do casal, na rua Caetano Palha, em S. Bento, Lisboa, por volta das 4h30 de sábado. Segundo o relato de Graça Brás, "o Henrique chegou de um jantar, um pouco bebido, e eu disse-lhe para se ir deitar, para não haver problemas, como das outras vezes. Ele lá se meteu na cama e eu, antes de fazer o mesmo, entrei num quarto contíguo e vi uma coisa que não gostei".
"Quando cheguei à cama falei-lhe daquilo e fomos para a cozinha discutir o assunto, para não incomodar os vizinhos. Ele começou a levantar a voz e eu pedi-lhe para manter a calma", contou a queixosa.
Foi na cozinha que tudo se terá passado: "Começou por me pegar no braço e depois torceu-o com força. Dei-lhe uma bofetada. Uma pessoa tem de se defender! É que já houve uma vez que quase me matou... Voltou a fazer o mesmo e eu dei-lhe outro estalo. Nervosa, liguei para o 112 e pouco depois chegaram dois polícias que o convenceram a sair de casa", uma informação confirmada pelo CM junto do Comando Metropolitano de Lisboa.
Pouco tempo depois, "o Henrique ligou-me. Vinha com falinhas mansas, a pedir-me desculpa, mas eu disse-lhe para me deixar em paz. Apareceu de novo em casa, com a desculpa de que se tinha esquecido não sei do quê, e saiu a seguir".
Henrique Viana tem uma versão diferente dos acontecimentos. “Não houve da minha parte qualquer agressão. Aliás, eu é que lhe pedi para falar mais baixo, por causa dos vizinhos, e para conversarmos como pessoas civilizadas. Mas ela começou a falar alto e, às tantas, meteu-me o dedo no nariz. Ao desviar-lhe a mão, deu-me uma estalada. Depois chamou a polícia”.
Questionado se tinha sido levado para a esquadra, Henrique Viana respondeu: “Para a esquadra? Foram tão simpáticos que até me perguntaram onde é que eu queria ficar”. Henrique Viana está a viver neste momento num quarto de hotel. “Vou a casa amanhã (hoje) buscar mais alguma roupita...”.
UM INFERNO
Ao que conta Graça Braz, as desavenças entre o casal já vêm de longe. "Há 30 anos que é assim. Não aguento mais".
Henrique Viana é o primeiro a reconhecer que se está perante uma situação "anormal". "Já não tenho idade para estas coisas. Tudo isto já me prejudicou muito económica e profissionalmente. É uma situação que precisa de uma solução rápida".
Catarina Fortunato de Almeida, provedora do CM para as questões da violência doméstica, há muito que conhece a situação. "É um caso complicado, que se arrasta há anos e cujo processo já deu entrada na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima".
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