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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

REGRESSO À MÁ VIDA

Após dois anos saboreando uma vida anónima, Jason Bourne é descoberto e tem pela frente o desafio do qual vinha a tentar escapar há anos: enfrentar antigos inimigos.

16 de setembro de 2004 às 00:00

Este é o mote da sequela de ‘Bourne Identity’ – ‘Supremacia’–, um dos grandes trunfos da Universal Pictures para este ano, a tal ponto que o orçamento para a película fez o estúdio gastar qualquer coisa como 27 milhões de dólares. Nada que não tenha sido já recuperado nos primeiros dias de exibição nos Estados Unidos, que em apenas três dias amealhou mais de 53 milhões de dólares.

Com realização de Paul Greengrass (‘Domingo Sangrento’) e com Matt Damon, Franka Potente, Julia Stiles e Joan Allen no elenco, a película arranca do ponto de suspensão do final da trama inicial (dirigida por Doug Liman) e recupera o belo desempenho de Damon, com o seu estilo frio e calculista, depois de uma temporada de vida pacata.

Em ‘A Supremacia’, Jason continua a ser permanentemente assombrado pelos pesadelos do seu passado, depois de tantas desventuras à procura da sua identidade como assassino profissional da Treadstone. Agora, vive na Índia, com a companheira (Julia Stiles), sob uma identidade distinta, e com uma rotina normal. Mas um novo jogo internacional de perseguição faz com que tenha que defrontar velhos inimigos. Uma operação secreta da CIA para comprar documentos secretos é sabotada por um agente rival, que acaba por ir ao encontro de Jason Bourne na tentativa de o matar. Será que acerta no alvo (certo)?…

Destaque para a interpretação de Damon, já ‘expert’ na pele de assassino, numa película que, certamente, representa um marco na sua carreira.

Recém-galardoado com o Prémio da Crítica no Festival de Wangju, na Coreia do Sul, que decorreu entre 2 e 11 de Setembro, esta é primeira longa-metragem da portuguesa Catarina Ruivo. O filme tem feito um percurso de sucesso, com outros prémios, em alguns festivais internacionais e está ainda seleccionado para o Festival de Montréal (Canadá) e o de Viena de Áustria, ambos em Outubro. Produzido por Paulo Branco, o filme conta o drama de André, uma criança que enfrenta a tristeza da ausência dos que lhe são mais queridos. Uma dura realidade para um menino de oito anos...

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