Linkin Park eram as estrelas de sábado do Rock in Rio Lisboa, mas foram os The Queens of the Stone Age que mostraram que o rock continua vivo e de boa saúde
O grupo de Chester Bennington e de Mike Shinoda mostraram no Rock in Rio Lisboa por que é que os Linkin Park continuam a arrastar multidões onde quer que toquem. Com uma carreira que já ultrapassa os dez anos, o grupo californiano dividiu ontem à noite o espectáculo em três partes, com um encore a fechar um alinhamento talhado à medida para as 68 mil pessoas que enchiam o Parque da Bela Vista.
Meia hora depois da hora marcada (00h30), Bennington e Shinoda abriram as hostilidades com ‘Guilty All the Same’, do novo álbum ‘The Hunting Party’, a ser editado na segunda semana de junho. ‘Given Up’, ‘Points of Authority’ e ‘One Step Closer’ apenas revelam que os Linkin Park continuam a ter no nosso País uma legião de fãs que sabe de cor a letra de cada uma das canções.
Embalados por uma multidão delirante, fazem uma pequena viagem pelo passado, com evidente destaque para ‘Papercut’ e ‘Runaway’, para depois revelarem o novo ‘Wastelands’, seguido da oferta de cópias do novo disco a alguns felizardos no meio do público.
O concerto acelerou para a parte final com ‘Burn It Down’, ‘Numb’ e ‘In the End’ para, já em encore, voltarem ao palco com o dj Steve Aoki. Cá em baixo, a berraria aumentava de tom, com os hinos ‘What I’ve Done’ e ‘Bleed It Out’ a terminarem em festa a terceira passagem dos Linkin Park pelo Rock in Rio.
Josh Homme em noite de loucos
Às 20h45, subiram ao palco principal do RiR Josh Homme e os seus apaniguados dos The Queens of the Stone Age com uns duros ‘You Think I Ain’t Worth, But I Feel Like a Millionaire’ e ‘Go with the Flow’. Quem esteve o ano passado no festival Super Bock Super Rock, já sabia que o grupo norte-americano não iria deixar nenhum corpo em paz, dos milhares que se apertavam na relva da Bela Vista.
“Estão todos animados?”, perguntou Homme em tom desafiante. “Acho que devemos todos embebedarmo-nos e desgraçarmo-nos esta noite”, afirmou para uma multidão já quente. O tom belicoso com que abordou o palco não apagou o mau som que acompanhou a primeira parte da atuação do grupo, mas ninguém estava demasiado preocupado, mesmo junto daqueles que só ali estavam pelos cabeças de cartaz.
Já depois de passar por um feroz ‘Smooth Sailing’ e um estonteante ‘In My Head’, com os fãs a acompanhá-lo em coro. “Esta é uma noite de que nunca nos vamos esquecer, certo?”, interrogou de sorriso rasgado. “Adoro-vos”, antes de os The Queens of the Stone Age arrancarem para um final de luxo com ‘My God Is the Sun’, ‘Sick, Sick, Sick’, ‘No One Knows’ e ‘A Song for the Dead’.
Capital Inicial lançaram a festa
Os Capital Inicial, pela primeira vez no nosso País, percorreram no palco principal do RiR uma carreira de 30 anos. Praticamente desconhecido de grande parte do público, o grupo brasileiro soube entusiasmar os milhares que se iam aglomerando à frente do palco com um som de puro punk rock.
E nem faltaram singelas homenagens a grupos como Raimundos ou os eternos The Clash, com ‘Should I Stay or Should I Go’, para arrasarem com uma óptima versão de ‘Que País é Esse?’, dos Legião Urbana de Renato Russo.
Steve Aoki fechou com chave de ouro
O dj norte-americano tinha a difícil tarefa de encerrar o terceiro dia do RiR, mas, ao contrário do que se poderia pensar, foram poucas centenas aquelas que abandonaram o Parque da Bela Vista após o concerto dos Linkin Park. Cheio de garra, e muitos bolos para acertar em alguns azarados, Aoki cumpriu uma atuação cheia de ritmo e pôs milhares a saltarem como se o mundo fosse acabar daí a minutos.
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