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Sorriso de Mona Lisa é uma ilusão óptica

O misterioso sorriso de Mona Lisa, o retrato mais famoso de Leonardo da Vinci, é uma ilusão óptica, revelou a investigadora norte-americana Margaret Livingstone, durante o Congresso Europeu de Percepção Visual, que está a decorrer na cidade espanhola da Corunha.

27 de agosto de 2005 às 00:00

De acordo com Livingstone, o sorriso de Mona Lisa é “uma ilusão que aparece e desaparece por causa da maneira peculiar como o olho humano processa as imagens”.

“Os artistas estudam há mais tempo que os neurobiólogos os processos visuais”, explicou a professora da Universidade de Harvard, Estados Unidos, acrescentando que, quando da Vinci pintou a ‘Gioconda’, conseguiu o efeito de fazer desaparecer o sorriso quando este é olhado directamente e de o fazer reaparecer quando a visão pousa noutras partes da pintura.

Na sua opinião, da Vinci criou esta ilusão recorrendo, “de forma intuitiva”, a certos truques que começam agora a ter base científica.

A investigadora assenta a sua teoria no facto de o olho humano possuir uma visão central, óptima para reconhecer pormenores, e outra periférica, menos precisa mas mais adequada para reconhecer sombras.

Da Vinci “pintou o sorriso da Mona Lisa utilizando sombras que olhamos muito melhor com a visão periférica”, declarou a professora, que já publicou a sua teoria sobre as mudanças de expressão da enigmática mulher do artista italiano.

Margaret Livingstone acredita, assim, que para as pessoas poderem ver a Mona Lisa a sorrir devem olhar directamente para os seus olhos ou para qualquer outra parte da pintura, de maneira a que os lábios permaneçam no campo da visão periférica.

Após a publicação desta teoria, que está a despertar grande interesse junto dos especialistas, a investigadora norte-americana prepara-se para estudar a razão pela qual muitos génios da pintura tinham alguma deficiência visual.

O próximo artista na sua mira é Rembrandt, que sofria de estrabismo, deficiência que lhe reduziu a capacidade para olhar em três dimensões.

Com estas pesquisas, Livingstone não pretende desmistificar a arte mas sim explicar, de forma científica, técnicas que são usadas, de forma intuitiva e há muito tempo, pelos artistas.

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