Quando telefonaram ao ex-marido, o dramaturgo Arthur Miller, a dar a notícia do suicídio de Marilyn Monroe, faz este domingo precisamente 50 anos, a resposta não podia ser mais clara. “Com Marilyn era uma questão de tempo. Teria acontecido, mesmo que ela nunca tivesse feito cinema”.
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Aos 36 anos, no auge da sua beleza, Marilyn Monroe estava dependente das drogas, não conseguia dormir, tinha acabado de ser rejeitada pelo último amante, Robert Kennedy, e estava deprimida, apesar de ter conseguido um novo contrato de trabalho com a Fox.
Ironicamente, a mulher que o Mundo conhece como a deusa do amor estava também frígida e vivia sozinha, numa casa por mobilar que, segundo a polícia que encontrou o seu cadáver, "parecia um quarto de hotel barato".
Na noite de 4 para 5 de Agosto de 1962, Marilyn Monroe, ou melhor, Norma Jean Mortenson, pôs fim a tudo com uma ‘overdose' de comprimidos - embora a sua morte continue a alimentar toda a espécie de especulações.
As suas ligações com os irmãos Kennedy - primeiro com John, depois Robert - inspiraram rumores de que os serviços secretos teriam "acabado com ela" para que o escândalo não prejudicasse a família do presidente dos Estados Unidos. No entanto, nunca houve provas que consubstanciassem tal suspeita.
Nascida a 1 de Junho de 1926, Marilyn teve três casamentos. Em 1942 com Jimmy Dougherty, em 1954 com Joe DiMaggio e dois anos depois com Arthur Miller, de quem se divorciaria um ano antes de morrer.
Foi para ela que Miller escreveu o argumento de ‘Os Inadaptados', o último filme que a actriz rodaria e que ela odiou - a sua personagem era, afinal, uma colagem da sua própria personalidade. Uma mulher frágil e sensível, perdida num Mundo que não conseguia entender.
Mas a história de Marilyn é também uma história de sucesso. Ela que para se tornar uma estrela se submeteu a várias operações plásticas - afilou o nariz, implantou um queixo definido e alterou a implantação de cabelo na testa - insistia em ser levada a sério como actriz e desde que chegou a Hollywood que não parou de ter lições de representação, incluindo com o lendário Lee Strasberg.
Os seus filmes granjearam-lhe um crescendo de popularidade e de poder - recebeu 250 mil dólares para assinar o seu último contrato com a Fox.
A sua instabilidade emocional, porém, não lhe permitiu continuar e tornar-se na actriz respeitada que tanto queria ser. Em vez disso, tornou-se um dos maiores ícones do século XX.
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