Esta noite, a cantora brasileira Ivete Sangalo vai subir ao palco do Pavilhão Atlântico com um pé engessado! Mas nem por isso a ‘mulher-furacão’ vai deixar de ‘levantar poeira’, conforme prometeu em entrevista ao CM.
Correio da Manhã – Tem um pé engessado, mas, mesmo assim, não cancelou a digressão. Como vai ultrapassar o problema, no Pavilhão Atlântico?
Ivete Sangalo – Vai ser um ‘show’ maravilhoso, mesmo com o pé neste estado. Só tinha duas alternativas: ou cancelar os espectáculos, o que seria uma grande desilusão e um desrespeito pelo público e pelos promotores do concerto, ou vir mesmo com o pé em gesso. A única coisa que poderá acontecer é não poder dançar tanto e pedir ao público que pule por mim.
– O que lhe aconteceu ao pé?
– Fracturei um dedo a pular! Mas não incomoda nada. Só me lembro que estou neste estado quando tomo banho.
– A ajuda dos Jota Quest, que partilharão consigo o palco, irá certamente ser preciosa. Como surgiu esta parceria?
– No Brasil, os Jota Quest têm uma grande legião de fãs. Fazem uma música muito boa e têm um espectáculo vibrante. Admiro muito o trabalho deles e, por outro lado, eles também são meus fãs. Além disso, há uma grande amizade entre nós, o que torna sempre esta ‘dobradinha’ em algo muito positivo.
– Quanto ao espectáculo a 12 de Junho, no Algarve, com Lenny Kravitz, está com expectativas de poder conhecê-lo?
– É um grande artista, pelo qual tenho grande admiração. Espero poder conversar com ele, falar de música...
– Anda constantemente em digressão. Como é andar sempre com a casa às costas?
– Já é uma rotina. Ás vezes preciso de descansar, mas não tem de ser na minha cidade. Quando venho a Portugal, por exemplo, é um misto de férias e trabalho, porque é um País lindíssimo e com o qual tenho grande afinidade. Em breve vou também tocar no Japão, que é completamente diferente. Mas eu acredito muito no poder da música, como linguagem universal.
– É conhecida como a ‘mulher-furacão’. De onde vem essa energia?
– Do prazer de fazer aquilo que adoro. Não poderia ser outra coisa senão cantora. Adoro o palco e o público. Vivo para a música que faço e, também por isso, faço uma vida muito regrada. Mas, por vezes, até eu própria me surpreendo com a minha loucura!
– Como recorda o período que esteve à frente da Banda Eva? Por que saiu?
– Foi uma verdadeira escola profissional. Cantava há muito tempo, mas desconhecia por completo como funcionava o mercado, a promoção e, inclusivamente, como montar um grande espectáculo a nível técnico. Saí sem brigas. Tinha necessidade de fazer outras coisas a nível artístico.
– Vem apresentar o álbum ‘Se eu não te Amasse Tanto Assim’. O que sente por este trabalho?
– É um disco cheio de ‘alto astral’. O título vem de uma música, que fala de uma relação com a vida muito romântica.
Ivete Sangalo nasceu em Juazeiro (interior da Bahia) a 25 de Maio de 1972, no seio de uma família de músicos. Começou a tocar violão e a cantar ainda criança.
Na adolescência tocou em bares onde acabou por conhecer o produtor Jonga Cunha, que a levou para a Banda Eva, com a qual lançou seis álbuns, que venderam mais de quatro milhões de cópias em todo o Mundo. Iniciou a carreira a solo em 1999, quarta-feira de cinzas, e desde então já editou quatro álbuns.
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