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Teatro da Cornucópia: Um tempo que não volta

Documentário de Solveig Nordlund estreia na véspera das celebrações do Dia Mundial do Teatro.

26 de março de 2026 às 01:30

"A Cornucópia começou como uma festa e acabou como um funeral", afirma Luís Miguel Cintra no documentário ‘Memórias do Teatro da Cornucópia 1973-2016’, que estreia nesta quinta-feira nas salas de cinema, um dia antes das celebrações do Dia Mundial do Teatro.

Ao CM, a realizadora Solveig Nordlund, que assina o documentário, revela que as imagens com que construiu o seu trabalho “pertencem à RTP e ao arquivo da Faculdade de Letras de Lisboa" e que o seu trabalhou "se resumiu praticamente a colocá-las por ordem cronológica", cruzando-as com os comentários que recolheu de dois dos fundadores da companhia: o ator e encenador Luís Miguel Cintra e a cenógrafa Cristina Reis.

Oterceiro fundador, Jorge Silva Melo, morreu em 2022. "Fui testemunha da génese do Teatro da Cornucópia e da sua evolução ao longo das décadas, mas ainda assim fiquei impressionada com a forma apaixonada como Luís Miguel Cintra fala do teatro", sublinha a realizadora, que considera estas 'Memórias' “o retrato de uma geração” e de “um tempo que não volta”.

"Conta-se aqui a história de uma companhia como já não existe e dificilmente voltará a existir em Portugal", observa. "A vida social do País mudou de tal maneira, as dificuldades económicas impuseram-se acima de tudo o resto, e um tempo de liberdade criativa como aquele... Não, é algo que dificilmente se repetirá", conclui.

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