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‘Teenagers’ rebeldes salvam a América (COM TRAILER)

Na versão original – de 1984, realizada por John ‘Conan’ Millius – o grande inimigo era a União Soviética, numa tentativa de repescar os traumas da Guerra Fria. Agora, os russos também têm alguma culpa mas são os norte-coreanos que ameaçam a estabilidade dos EUA em ‘Amanhecer Violento’, filme que chega esta quinta-feira aos cinemas.<br/><br/>

06 de dezembro de 2012 às 01:00

A acção não perde tempo a dizer ao que vem: a ameaça comunista da Coreia do Norte faz-se com uma invasão massiva a Detroit e vem literalmente do céu. Há mortes em catadupa e um regime político de mão de ferro, que quer contornar qualquer oposição.

O que falha aqui? Precisamente a maior debilidade de ‘Amanhecer Violento’ é a sua premissa extremamente inverosímil. Alguém acredita que a Defesa norte-americana é completamente arrasada e apanhada desprevenida pela ameaça… norte-coreana?! E que dimensão tem este exército capaz de aniquilar os opositores… sem que nenhum aliado espreite perante este espírito de guerra, mais espalhafatoso do que realista.

Fora isso, este filme de acção trepidante tem os seus momentos, apesar das personagens raramente colocarem o pé em território mais complexo. Aqui enaltece-se um grupo de teenagers que cria um movimento de rebelião, ironicamente chamado de ‘Wolverines’. Se ninguém consegue enfrentar o opressor, só mesmo meia dúzia de jovens que, do dia para a noite, aprendem a manejar armas e a infiltrar-se em território inimigo.

À frente do elenco está Chris Hemsworth, que parece cada vez mais interessado em tomar o lugar deixado vago por Brad Pitt como sex symbol. Depois de ‘Thor’ e ‘Branca de Neve e o Caçador’, é ele agora o elo mais forte dos rebeldes que vão mostrar que duas semanas de treinos valem mais do que décadas inteiras de estratégias militares e milhões gastos com políticas de Defesa.

Quem conseguir abstrair-se das inúmeras incongruências, das narrativas que não batem certo e da expressividade de alguns dos heróis vai ter hora e meia de emoções fortes, com boas sequências de acção, nomeadamente o inesperado ataque vindo dos céus.

Já os que perceberem alguma coisa de política internacional vai sentir-se desconfiado de tudo, percebendo que ‘Amanhecer Violento’ mais não faz do que enaltecer o ímpeto juvenil da rebeldia.

Será que chega? Pelo menos não justifica de todo uma nova versão desta história, com melhores resultados em 1984 - aliás, houve grandes dificuldades em torno do lançamento deste filme, que foi rodado em... 2009 e tem estado desde aí emprateleirado.

Por fim, uma curiosidade: a estreia do filho adoptivo de Tom Cruise e Nicole Kidman na pele do discreto Daryl – um desempenho pouco exigente, mas que o jovem cumpre. Apenas isso.

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