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‘Twittar’ e ‘googlar’ entram no dicionário

‘Twittar’, ‘googlar’, ‘politólogo’ ou ‘flexisegurança’ são algumas das novas palavras, além do 6 mil termos de origem africana e brasileira que integram a nova edição do Grande Dicionário da Língua Portuguesa, publicado pela Porto Editora.

05 de novembro de 2010 às 16:25

A edição actualizada do Grande Dicionário com 1792 páginas é composto  por 410 mil entradas.

"A língua está em constante evolução e há que actualizar o léxico", disse à agência Lusa a directora do Departamento de Dicionários da editora, Graciete Teixeira.

Referindo-se a alguns dos novos termos que integram o Grande Dicionário,  Graciete Teixeira afirmou que "hoje em dia as palavras vão entrando por necessidade. Começa a ser um fenómeno corrente as redes sociais e daí o ‘twittar’ como o ‘googlar’ que também integrámos".

Procurando "dar a amplitude do universo lusófono e servi-lo, integrámos  também termos ou expressões derivadas de regiões geográficas onde o português  é língua corrente", acrescentou.

Graciete Teixeira sublinhou que os "brasileirismos" não é o português  falado segundo a norma brasileira "mas termos regionais que entraram no  vocabulário".

"O português do Brasil continua diferente do falado em Portugal, quer  nos significados quer na sintaxe, daí persistirem a norma brasileira e a  portuguesa", esclareceu.

No dicionário vai ser possível encontrar palavras brasileiras como ‘acessa’, 'gamação’, ‘café-da-manhã’ ou ‘lanchonete’ assim como africanismos de Cabo Verde através das palavras ‘brabeza’ e ‘morabeza’, da Guiné-Bissau com balança  e caneca, de Angola com ‘cuduro’, de Moçambique com ‘canimambo’ e São  Tomé e Príncipe com a palavra ‘palmeira-de-andim’.

Apesar de seguir o novo Acordo Ortográfico, a edição do Grande Dicionário  assume a dupla grafia das palavras "de modo a facilitar a sua utilização,  remetendo sempre para a nova grafia".

"A Porto Editora tem uma vasta experiência em outros continentes, nomeadamente a África lusófona, para a qual produzimos materiais pedagógicos, assim como Timor-Leste e até Brasil, onde não irá ser editado, mas certamente gerará interesse junto dos investigadores do idioma", disse.

A edição de 2004 vendeu cerca de quatro mil exemplares, e a nova edição do Grande Dicionário tem uma primeira tiragem de 3000.

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