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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Último adeus a Guilherme de Melo em funeral íntimo

<u></u><u></u><u></u><u></u><u></u><u></u>Duas dezenas de pessoas prestaram uma última homenagem ao jornalista e escritor Guilherme de Melo que morreu aos 82 anos, vítima de cancro, no sábado, 29 de junho, no hospital de São José, em Lisboa.

02 de julho de 2013 às 15:16

O carro funerário partiu da Basílica da Estrela por volta das 09h00, tendo como destino o cemitério de Alto de São João, onde o corpo do jornalista foi cremado. Entre lágrimas dos familiares mais chegados a cerimónia foi marcada por serenidade e discrição.

José António Santos, secretário-geral da Lusa, que trabalhou durante 20 anos com o jornalista, enaltece o seu profissionalismo relembrando-o como "um escritor que deixa obra publicada". "Foi um jornalista que honrou a profissão que nem sempre é bem tratada", confessou ainda ao CM.

Guilherme de Melo ficou conhecido pela anulação do seu casamento, para assim assumir a sua homossexualidade. O jornalista assumiu a sua inclinação sexual num programa televisivo, gravado em 1982, onde ele e o seu companheiro deram a conhecer, pela primeira vez em televisão, a sua relação.

Nascido em Maputo, Moçambique, a 20 de janeiro de 1931, Guilherme de Melo deu início à sua carreira de jornalista na terra natal passando depois, já em Portugal, pelo ‘Diário de Notícias'. Para além do jornalismo, conta ainda com quinze livros publicados, entre eles‘A Estranha Aventura: Contos' (1961), ‘Menino Candulo, Senhor Comandante' (1974) e ‘Gayvota: um olhar (por dentro) da Homossexualidade' (2002).

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