O maestro César Viana garante que não foi a polémica do ‘Recital e Tal’ – espécie de manifesto anti-Dantas das Produções Fictícias – no programa de 2010, que levou à decisão de não incluir teatro ou poesia na 3ª edição do Festival ao Largo, que decorre de 30 de Junho a 31 de Julho no largo de São Carlos, em Lisboa.
Depois de ter conquistado o público da capital, o evento, promovido pela OPART – empresa pública que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado – vê-se na situação de "não ter como crescer".
Se na primeira edição, em 2009, recebeu a visita de 29 700 espectadores, no ano passado atingiu os 45 100, e o maestro César Viana, vogal da administração da OPART, diz que "o largo de São Carlos não comporta mais gente".
O sucesso explica-se: o Festival ao Largo é central, acontece ao ar livre e é gratuito. A estes argumentos, o maestro acrescenta "a qualidade da programação". Que este ano volta a orgulhá-lo.
"O programa de 2011 é equilibrado, completo e de apelo ao grande público", diz. "Vamos ter as três orquestras de Lisboa – a Sinfónica, a Metropolitana e a da Gulbenkian – a tocar programas variados; vamos ter os Diálogos de Piano e Percussão, que vão juntar o Mário Laginha e o Bernardo Sassetti; vamos convidar o público a dançar num Baile Vienense sob a orientação dos nossos bailarinos. É um programa muito ambicioso", considera.
Se na dança se poderá ver ‘Noite de Ronda’, de Olga Roriz, e ‘Uma Coisa em Forma de Assim’, que assinalou o Dia Mundial da Dança, o Museu do Chiado entra no evento com programação paralela.
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