Os Status Quo vêem reeditados 11 álbuns da sua incontável discografia, os Fairport Convention e os Free têm o passado recuperado, e os Van Der Graaf Generator reagrupam-se e gravam um disco novo. Pistas para um Verão de recordações.
Numa década apenas (entre 1971 e 1981), os Status Quo, que simbolizam o rock linear, refrão fácil e pose de guitarra alinhada em riste, conseguiram colocar 11 álbuns no top-5 britânico: ‘Piledriver’ (chegou a n.º5), ‘Hello!’ (n.º1), ‘Quo’ (2.º), ‘On The Level’ (1.º), ‘Blue For You’ (1.º), ‘Quo…Live!’ (3.º), ‘Rockin’ All Over The World’ (5.º), ‘If You Can’t Stand The Heat’ (3.º), ‘Whatever You Want’ (3.º), ‘Just Supposin’’ (4.º) e ‘Never Too Late’ (2.º), que resistiram a todas as marés.
No ano em que o grupo de Francis Rossi e Richard Parfitt festeja os 40 anos de existência, são estes os álbuns, todos lançados originalmente pela Vertigo, agora reeditados. Integralmente remasterizados, os discos apontam claramente aos caçadores de curiosidades: as faixas-extra englobam versões ao vivo, temas que serviram como ‘lados B’ de ‘singles’ e temas anteriormente inacessíveis em álbum. No total, são mais de duas dezenas de raridades da banda que se prepara para lançar em Setembro um disco de novidades, com um título sugestivo: ‘The Party Ain’t Over Yet…’.
FAIRPORT, FREE...
Chegam também ao mercado português duas compilações da série ‘Chronicles’, dedicadas aos Fairport Convention, pioneiros imbatíveis da cena folk-rock do final da década de 60, e aos Free, liderados por Paul Rodgers, hoje vocalista dos Queen.
No primeiro caso, são 34 canções (entre as quais alguns bónus, retirados a ‘singles’ ou a temas não publicados anteriormente) que percorrem todos os álbuns editados entre 1968 e 1975 pela banda em que se destacaram a cantora Sandy Denny, o guitarrista e compositor Richard Thompson e o violinista Dave Swarbrick. Além dos citados e do material tradicional adaptado, podem descobrir-se temas de Joni Mitchell, Bob Dylan, Roger McGuinn, Ian McDonald e Richard Farina (cunhado de Joan Baez), entre outros.
No caso dos Free, todos os álbuns editados entre 1968 e 1973, ano da separação definitiva, com Paul Rodgers a preparar-se já para formar os Bad Company. Vindo do sector chegado aos ‘british blues’, o grupo conheceu êxitos como ‘All Right Now’, ‘I’m A Mover’, ‘Fire And Water’ ou ‘My Brother Jake’. Aqui, a surpresa está numa versão de ‘Crossroads’, de Robert Johnson, para muitos o pai do blues moderno.
Finalmente, os Van Der Graaf Generator (Hugh Banton, Guy Evans, David Jackson e o genial Peter Hammill) interromperam um ‘intervalo’ de 27 anos sem gravações conjuntas e atiraram-se a ‘Present’, nada menos do que um CD duplo. À boa maneira do grupo, não há compromissos: no primeiro disco, seis canções estruturadas, ensaiadas, carregadas com a poesia de Hammill; no segundo, dez temas em puro improviso, sem facilidades de maior. Aqui, a memória só conta porque estes guerreiros – erradamente conotados com ‘progressivos’ como os Yes ou os Emerson, Lake and Palmer – parecem ter desenvolvido pistas deixadas frescas ontem mesmo. Se elas resistiram 30 anos à espera deste reencontro, isso já diz muito, na Idade do Efémero.
O SONHO DA CALIFÓRNIA
Nem os DVD musicais escapam a este embalo ‘retro’: ‘California Dreamin – The Songs Of The Mamas & The Papas’ tem hora e meia de canções, entrevistas e enquadramento, para o percurso de cometa, rápido mas luminoso, deste quarteto.
Todos os êxitos podem ser reencontrados aqui, em imagens de TV que, nalguns casos, andaram ‘perdidas’ por mais de três décadas – esta formação de ouro, com John e Michelle Phillips (de uma beleza alucinante), Cass Elliott e Danny Doherty só esteve activa de 1965 a 1968. Chegou para deixar a marca do sonho e uma escola inesquecível de harmonias vocais.
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